14 novembro 2007

Convite para o lançamento


É isso aí.

Você que é leitor, amigo, colega, conhecido, ouviu falar, nunca ouviu falar, não quer nem saber, sei lá, mil coisas, etc. TEM que comparecer ao lançamento de meu novo livro, O Legado de Bathory.

Não, não tem desculpas. Mesmo.

Seguem os detalhes no press release (chique, né?):

Editora Multifoco lança

O Legado de Bathory

de Alexandre Heredia

Dia 22 de novembro, às 20 horas

Santa Zoé

(R. Cotoxó, 522 - Perdizes - São Paulo)

www.santazoe.com.br
Fone: (11) 3868-3303

Em O Legado de Bathory, Alexandre Heredia utiliza a história da Condessa Elisabeth Bathory como pano de fundo para um romance fictício que se passa na Europa pré- Segunda Guerra Mundial. O autor não deturpa a memória da condessa, nem apela para artifícios místicos. O que ele busca com este artifício é lançar luz sobre o mito, modernizando-o e derrubando estereótipos num romance ágil e envolvente, que prende o leitor do início ao fim. O processo de pesquisa e planejamento para o livro tomou mais de dois anos, durante os quais o autor leu quase tudo referente à vida da condessa Bathory, desde mitos e romances até documentos históricos, para que fosse possível traçar sua trama de maneira coerente e verossímil. Dessa forma, utilizou-se tanto de fatos verdadeiros como de artifícios e licenças poéticas, que tornam seu romance mais saboroso. Ao final, o leitor sente que foi presenteado não só com uma empolgante aventura cheia de tensão e suspense como também com um conteúdo sério sobre uma das figuras mais misteriosas do folclore europeu: Elisabeth Bathory, a Condessa Sanguinária.


O Autor

Alexandre Heredia reside em São Paulo, capital, e é escritor há mais de dez anos. Foi co-editor do NecroZine , um zine voltado à disseminação da literatura brasileira de suspense e terror. Este projeto cresceu e gerou o livro Necrópole – Histórias de Vampiros, lançado pela Editora Alaúde em outubro de 2005, que Alexandre ajudou a organizar e do qual participa com um conto. O volume 2 da coleção, Necrópole - Histórias de Fantasmas foi lançado durante a Bienal do Livro de São Paulo em abril de 2006. Em dezembro do mesmo ano participou da coletânea Visões de São Paulo - Ensaios Urbanos, pela Tarja Editorial. Criou também o blog Memórias de um Psicopata Enrustido, cujo personagem principal, Zebedeu, narra suas agruras da vida cotidiana para seu terapeuta.



O Legado de Bathory

Editora Multifoco

Autor: Alexandre Heredia

Estilo: Romance Histórico/Suspense

Nº de Páginas: 170 (formato 14x21)

Público Alvo: Jovem/Maduro

Contato com o autor:
Fone:
(11) 8136-3206
Email:
alexandre.heredia@gmail.com

(Quero ver todo mundo lá, hein? Sem falta!)

08 novembro 2007

Água mole em pedra dura

Para aqueles que acompanham minha carreira literária não é novidade alguma que desde o princípio meu objetivo era lançar um romance de minha autoria por uma editora comercial. Nunca escondi esse foco que eu tinha para minha carreira, e foi graças a ele que eu acabei conhecendo grande parte dos meus "amigos-em-letras". Sim, nos idos de 2004 eu terminei a realização de meu primeiro romance "maduro" e com ele em mãos comecei a árdua tarefa de vê-lo publicado.

Não vem ao caso narrar cada uma das frustrações deste processo, pois realmente não é o fator determinante desta história. Mas foi durante essa peregrinação que conheci aqueles que seriam, junto comigo, os criadores e co-editores do NecroZine. Foi aí que tudo realmente começou. Abandonei os originais de meu romance e me dediquei a outra tarefa: criar um nome reconhecível no meio.

Depois do NecroZine vieram os dois volumes da Coleção Necrópole. Foram eles os primeiros passos realmente firmes, que cimentaram meu objetivo. Depois disso ainda veio o Visões de São Paulo. E, se tudo continuar no ritmo que está, participarei de outras coletâneas de contos ainda. Algumas (sim, no plural) provavelmente ainda em 2008.

Mas nada disso realmente eu posso considerar como a realização definitiva de meu objetivo. Foram marcos importantíssimos na minha vida e carreira, é claro, e dos quais me orgulho muito. Mas ao mesmo tempo não era uma vitória apenas minha, do começo ao fim. Eu estava junto com outros talentosos autores, e mesmo isso me deixando extremamente satisfeito, não posso dizer que completamente realizado.

Até agora.

Pois é, gente, agora é oficial. Meu primeiro romance finalmente será publicado. E o lançamento será nos próximos dias! Desculpem não ter avisado antes, mas mesmo sendo um desgraçado de um cético descrente, não queria correr o risco de ver tudo ir por água abaixo apenas por conta de minha afobação.

O livro se chama "O Legado de Bathory", e será lançado pela editora Multifoco. Segue abaixo uma breve sinopse:

Budapeste, 1938. A ameaça de uma nova Grande Guerra paira sobre toda a Europa, que acompanha atenta os primeiros avanços de Hitler. Neste cenário conturbado, Yara Ladányi vem do Brasil para o funeral de seu pai, assassinado brutalmente em sua casa em Budapeste. Suspeitando que a morte de seu pai teria motivações misteriosas, ela inicia uma investigação independente, tendo por base um documento antigo enviado a ela por seu pai pouco antes de seu assassinato.

Contando com a ajuda de Laszlo Raduczi, professor de História e genealogista, Yara embarca numa trama de conspiração e morte, na qual a dupla é perseguida continuamente por uma figura assustadora. Enquanto isso, desvendam o estranho documento que os leva a uma exploração da história da infame Condessa Elisabeth Bathory.

E, claro, a capa do livro:


Estou fechando os últimos detalhes do lançamento. Podem deixar que aviso quando e onde assim que eu mesmo souber.

E, me desculpem, mas estou feliz pra cacete!

Espero vocês no dia do lançamento!

29 outubro 2007

Novidades à vista

Pois é, pessoal, depois de muito trabalho, muitas desculpas para não colocar textos por aqui ou por lá, finalmente há frutos a serem colhidos.

Claro que ainda não é hora, pois frutos verdes azedam rápido, então aguardem com um pouco mais de paciência. Nos próximos dias grandes novidades surgirão.

Mas uma coisa já posso dizer: está ficando lindão!

(Começa a contagem regressiva!)

23 outubro 2007

Et tu, Dumbledore?

Não tenho realmente nada a dizer a este respeito. Pouco me interessa se o Gandal... Merl... Dumbledore é gay. Cada mago deve ter o direito de enfiar sua varinha onde bem entender, desde que não envolva terceiros ou que estes gostem, bem entendido.

Mas a imagem mais divertida dessa "polêmica" é esta aqui:

"Kibado" daqui.

Agora, meninos e meninas, mudemos de assunto.

E de livros, por favor.

17 outubro 2007

Esboço de História

João virou Juan, para o espanto de toda a turma da rua. Naturalizou-se argentino. Justo o João, o melhor goleiro da rua? Não era possível.

Culpa do pai, que fora transferido. Claro que isso não pressupunha uma naturalização. Por isso a surpresa de todos. Justo o João, que era o que mais xingava os hermanos nos Brasil contra Argentina?

Mas as surpresas não pararam aí. João, agora Juan, em pouco tempo se profissionalizou. E em futebol. Era destaque nas categorias de base. Quando ele estava no gol nada conseguia passar. Tinha os reflexos de um leopardo. Um goleiraço. Em pouco tempo já era o goleiro titular do Boca Juniors. Do Boca! Justo o João, sãopaulino roxo?

E ficou pior. Jo... Juan foi convocado para a seleção argentina. Alguns amistosos depois e seu nome já era dito com temor pelas ruas. Traidor. Vira-casacas. Desgraçado. Precisava ser tão bom? Tinha que ser brasileiro mesmo...

Juan arrepia nas eliminatórias. Graças a ele a Argentina se classifica com a defesa menos vazada da história. Vão para a Copa. Favoritíssimos.

Primeira fase invicta. E sem gols. Aproveitamento total. Oitavas, quartas idem. Goleiam na semifinal. Juan está na final. E contra o Brasil.

Suspense absoluto. Justo o João, pô?

O jogo é acirrado. Ambas as equipes jogam como nunca. É uma partida histórica. De ambos os lados. Tanto que termina empatada. Sem gols.

A batalha continua na prorrogação. Juan faz duas defesas magníficas. Bolas praticamente indefensáveis. Desgraçado. Vira-casacas. Traidor.

O pior pesadelo então se concretiza. Pênaltis.

Juan defende dois. Os argentinos desperdiçam outros dois. Juan não consegue defender um, mas felizmente para ele seu atacante não havia decepcionado antes. Mas o outro erra. Feio. Juan defende mais um, quase sem querer. Cai de forma estranha. Parece machucado. Argentinos de cabelo em pé (o que deve se assemelhar a uma floresta de pinheiros sujos de piche). Toma essa, João! Traidor! Quatro pênaltis batidos por cada equipe, mas o empate persiste. Os brasileiros deliram quando seu goleiro, tão desacreditado, tão humilhado pela mídia, defende o quinto pênalti. Está nas mãos de Juan agora. Se ele defender a Argentina terá mais uma chance. Se não...

Ele não defende.

Aliás foi um frango tão medonho que o video virou em poucas horas o viral mais assistido da internet. Humilhante. Uma bola que até minha avó esclerosada e com parkinson pegaria. A Argentina perde a final. E para o Brasil.

Mas logo em seguida a multidão se espanta. Juan se ergue com um imenso sorriso no rosto. Lágrimas escorrem de sua face. As mãos cerradas são erguidas sobre a cabeça. Ele corre em direção aos brasileiros. Comemora junto com eles o campeonato. É o que mais grita, o que mais chora. Não recebe medalha, mas consegue beijar a taça. E dar a volta olímpica. Juan era João novamente.

E havia conseguido.

12 outubro 2007

O Brilho Eterno de uma Mente Plagiada

Eu sempre fui um desenhista razoável. Desde pequeno. Cheguei a ganhar alguns prêmios em concursos amadores. Talvez com mais empenho e dedicação hoje eu vivesse disso. Talvez. Mas não importa. Não mesmo. Não mais.

Quando eu estava no colégio meus colegas de classe sempre me pediam para desenhar caricaturas. De quem quer que fosse. E eu fazia, talvez na vã esperança de que aquele dom ajudasse de alguma forma em minha escalada social pré-adolescente. Claro que não deu certo. Baixinho, fracote, asmático, míope e meio corcunda, que preferia ler a jogar futebol? É de me admirar que algum dia eu tenha perdido a virgindade.

Mas as caricaturas fizeram sucesso. Todo ano eu era o responsável por fazer um desenho com a caricatura de todos os alunos e professores. Esse hábito sobreviveu até o cursinho, mas daquela vez eu fiz a caricatura da Turma do Sala 26. E "Sala 26" não era uma sala de aula, pode acreditar.
Onde estávamos mesmo? Ah, sim: um escritor meio chapado despejando reminiscências inúteis numa sexta feira à noite. Um brinde!

Esse meu dom em caricaturas me fez a escolha óbvia para ilustrar uma camiseta que seria usada pela equipe de uma gincana no colegial. O tema imposto? AIDS. Releve o fato que naquela época testemunhávamos o princípio da "terceira onda", quando ainda chamávamos o pessoal do Greenpeace de heróis, não eco-terroristas. E também era a era do pânico da AIDS.

Tarefa dura. Um autêntico desafio.

E eu adoro ser desafiado.

Desenhei a camiseta. Bolei uma série de espermatozóides engraçadinhos e os coloquei perseguindo um óvulo de cinta-liga com o vírus da AIDS sorrindo malevolamente em seu ombro. O desenho e a camiseta se perderam no tempo, mas recordo-me bem de cada um, que representavam cada um de meus colegas. Tinha o Apressadinho. O Perdido. O Cabeludo (eu). O Retardado. O Negro (perdido naquela "porra branca", que na época era de algum modo uma piada). E tinha o Desencanado. Era um desenho bem simples, de um espermatozóide com óculos escuros. Só isso. Era o menos aparente do grupo, mas de longe o mais icônico. Fizemos várias camisetas e distribuímos. Não lembro quantas. Mas muitas. E ganhamos a prova.
E em seguida esquecemos.

Um ano depois meu pai foi à Espanha fazer o Caminho de Santiago (é, eu sei...). Quando voltou, além de um entorse no tornozelo e uma réplica de uma espada medieval, ele trouxe uma foto. Havia encontrado um rapaz usando uma camiseta com o Desencanado estampado, mas renomeado como "Sperminator" (ele perdeu o ar desencanado...). Sério. Na Espanha. Isso mesmo. Eu havia sofrido meu primeiro plágio.

Momento de Definição: Por plágio eu considero alguém usar algo que eu criei para obter lucro e não dividir comigo. Usar um texto meu no seu perfil do Orkut e não colocar os devidos créditos não é plágio. É patético.

Voltando. Logo depois de ter criado o Sper... Desencanado um colega meu me disse que havia um concurso de desenho que uma empresa estava promovendo com o intuito de criar o novo logotipo. Legal. Rascunhei um esboço simples, mostrei pro cara, ele curtiu, pediu pra que eu fizesse um layout. Me inscrevi no concurso, fiz o layout, mandei e esperei o resultado. E ele veio. Não havia vencedores. O concurso foi cancelado. Rasguei a ficha de inscrição e segui em frente.

Já dá pra prever o resultado? Desculpem. Já fui melhor nisso. E eu REALMENTE estou um tanto chapado demais pra escrever. Mas vamos ver no que isso vai dar.

Dessa vez demorou um pouco mais para eu descobrir o plágio. Alguns anos, na verdade. Mas pulou na minha cara durante um passeio num shopping. É, eu também faço isso de vez em quando. Mas o fato é que estava lá, estampado num daqueles stands de vendas no corredor. E não era apenas o logo da empresa que havia me plagiado. Era o logo da MATRIZ INTERNACIONAL da empresa. Ou seja, esta empresa (que não, não vou citar o nome por absoluta ausência de provas) usou uma arte ROUBADA como símbolo dela NO MUNDO INTEIRO? Péssima propaganda, não?

Segundo plágio. Será que essa história tem algum objetivo? Espero que sim.

Há algumas semanas tive mais um caso. Vou ser rápido pois não quero ser mal compreendido. Prontos?

Fui plagiado por Stephen King.

Ainda aqui? Então vamos lá...

Não sei até que ponto um escritor e sucesso lá da Gringolândia presta atenção à criação literária terceiro mundista, nem se ele sabe ler em português, mas independente de qualquer coisa as coincidências são muitas para serem assim consideradas. Não vou me alongar. Desta vez eu tenho evidências para vocês. Comparem este meu conto com o episódio "Autopsy number four", da série "Nightmares&Dreamscapes" (passa no Warner Channel, mas eu sei que você vai procurar em outro lugar) e tirem suas próprias conclusões.

Não eu não vou processar o Stephen King. Sério. Que chances eu tenho? Vamos seguir em frente.

Engraçado que a mesma Warner Channel agora decidiu me aprontar mais uma. A chamada da nova série era forte demais para eu resistir. Eu conhecia aquela história. Ah, se conhecia. O nome da série? Californication. Com David Duchovni. É, o Fox Mulder. Não enche.

Fui atrás e baixei o episódio piloto. Eu PRECISAVA ver aquilo antes da estréia aqui no Brasil. Assisti. Duas vezes. Levei aproximadamente trinta minutos para voltar a pensar. Aquela série era tão parecida com minha vida misturada à do Zebedeu que me deu pânico! Como é que podia? Plagiar meus textos era uma coisa, mas plagiar minha vida era algo insólito demais para ser verdade. Especialmente para um escritor ateu e cético como eu. Não era possível.

Mas sabe o pior? A série é boa. Ótima. Seria algo que eu gostaria de ter escrito, dirigido da maneira que eu queria ver dirigido. Era como se eu realmente a TIVESSE escrito, tamanha a semelhança em tema e enredo. Já baixei mais 5 episódios e vou baixar o resto. É boa pra cacete. Juro. Pode assistir sem medo.

Não, a Warner não me subornou para que eu dissesse isso. Mas aceito, caso seja necessário. Sim, eu sou uma puta fulambenta. Me deixa!
Vejam o trailer:

Onde quero chegar com tudo isso? A lugar nenhum. Mas achei que era uma coisa interessante para compartilhar, qualquer significado isso tenha.

Boa noite.
E boa sorte.

06 setembro 2007

De volta à programação normal

Pois é, gente, estou voltando. Ainda aos poucos, pois os escombros da mudança ainda entulham os espaços úteis, mas é aos poucos que a gente vai longe. Ou não. Foda-se.

A principal novidade (até o momento) é que finalmente troquei de emprego. É isso aí. Acabaram os bloqueios castrantes. Ao menos na internet. Chega de postar via emeio. Chega de se limitar a 0,0001% da informação. Eu quero é saber de putarias, baixarias e transgressões. São essas as coisas que tornaram a internet o que ela é hoje. A partir de agora volto a blogar em paz. Não sei até quando, mas enquanto der estou curtindo.

(Se alguém quiser saber para onde fui, é só cutucar o rato aqui em cima.)

Mas nesse retorno decidi que uma coisa vai mudar, tanto aqui quanto lá no Psicopata Enrustido: a partir de agora só pôstes curtos. Nada de textos imensos, gigantes, morféticos e que vocês (sim, VOCÊS MESMO!) só lêem a metade (e mesmo assim opinam). Coisa rápida. Pá, pum, acabou.

E por hoje chega.

13 agosto 2007

Literatura (inter)Dependente

E aí, qual é a melhor saída para o escritor iniciante aqui nestas terras
tupinambás? Será bater de porta em porta em editoras que normalmente os
ignoram? Será publicar por conta própria, vendendo carro, apartamento e
passando fome? Ou será que é disponibilizar o trabalho de graça na
internet?

O assunto já deu pano pra manga pela blogosfera. A Olivia Maia
(http://www.verbeat.org/blogs/forsit), que já lançou um livro por uma
editora grande (http://www.editorabrasiliense.com.br), deixou sua opinião e
destilou sua frustração em um pôste em seu blogue
(http://www.verbeat.org/blogs/forsit/arquivos/012009.html) e em uma
entrevista para o Digestivo Cultural
(http://www.digestivocultural.com/blog/post.asp?codigo=1542). O Biajoni
(http://www.verbeat.org/blogs/biajoni/), que disponibilizou seu primeiro
livro de graça em PDF e lançou o segundo por uma editora independente
também deu seus pitacos a respeito. O Branco Leone, que é editor d'Os
Viralata (http://www.osviralata.com.br/), também
(http://brancoleone.wordpress.com/2007/08/02/eu-sou-baixinho/). Assim como
o Valter Ferraz
(http://outrasestorias1.blogspot.com/2007/08/uma-discusso-interessante.html).
Enfim, a discussão está aberta.

O ponto é simples: Vale a pena publicar "formalmente" no Brasil?

Há diversas maneiras de analisar isso. Como tenho alguma experiência no
assunto vou deixar minha singela opinião.

Em primeiro lugar faço questão de descartar completamente a produção por
conta própria, nas famigeradas editoras "sob demanda". Se quer saber meus
motivos leia este pôste aqui:
http://gardenalcomfantauva.blogspot.com/2006/11/quer-pagar-quanto.html

Já disponibilizar seu trabalho de graça na internet eu considero uma saída
interessante. Corajosa até. Claro, há o risco de você ver sua chance de um
sucesso financeiro ser jogada pelo ralo em nome de uma atitude "rebelde" e
"transgressora". Mas é uma saída. Aliás foi essa uma das maneira que
encontrei para sair do anonimato literário. Quem acompanha minha carreira
sabe que tudo começou com uma publicação independente e gratuita, o hoje
finado NecroZine (http://necrozine.blogspot.com). Graças à base de leitores
angariada com essa iniciativa tivemos o suporte de uma editora para o
lançamento da Coleção Necrópole (http://www.necropole.com.br), que está a
caminho de seu terceiro volume.

Agora você me pergunta: o que valeu mais a pena, o zine ou o livro? Não há
como dissociar um do outro. O zine foi um sucesso. Seu último número teve
uma tiragem esgotada de 2.000 exemplares. Isso sem contar os downloads dos
PDF's. O livro também foi um sucesso editorial. Vendemos no Brasil inteiro.
Houve algum bafafá na mídia. Nada explosivo, mas o suficiente para valer a
pena todo o trabalho (que não foi pouco, acreditem).

Claro que monetariamente falando este sucesso não foi tão grande. Não deu
pra abandonar o emprego. Aliás, nem pra comprar muita coisa, pra falar a
verdade. No máximo pagar algumas dívidas antigas. Mas nenhum dos autores
passou fome por conta do livro, muito pelo contrário. E fomos lidos.
Bastante.

Então, qual vantagem Maria leva? Se não encheu o bolso de dindin, por que
perder tempo? Não é mais fácil simplesmente jogar na internet? Não gasta,
não ganha e é lido. Tudo resolvido, não é?

Quase. Por mais que me doa assumir isso, o livro "físico" possui uma
vantagem que o "digital" ainda não tem:

Credibilidade.

Os autores "independentes" podem me apedrejar agora. Com todo o direito.
Mas eu explico.

Não tem jeito, pessoal. Livro na estante da livraria tem outro status. O
autor não é mais um bolchevique anarquista escavando romanticamente
trincheiras na periferia do mercado. Ele se torna um Autor (com "A"
maiúsculo mesmo). Ele tem o aval de uma empresa que, no final das contas,
viu em seu trabalho uma chance de lucro. É como um "selo de qualidade" que,
por mais triste que essa constatação seja, os leitore/consumidores
valorizam. O cabra vai ter que botar a mão no bolso pra ler o seu trabalho,
não vai simplesmente baixá-lo, guardar num canto obscuro do agadê e
esquecer. Se ele comprar vai ler. E não vai ler por obrigação de amizade.
Vai ler porque (pasmem!) ele se interessou pelo assunto abordado.

Assim, minha opinião a respeito das editoras tradicionais é a mesma da TV
por assinatura: ruim com elas, muito pior sem elas.

Doa a quem doer.

O que nós autores temos que perceber de uma vez é que não é o caso de
escolher entre uma mídia e outra. A resposta está em somar as vantagens de
ambas em benefício próprio. Pela primeira vez na histórioa os escritores
tem disponível uma janela imensa para expor seus trabalhos, ser notado. Mas
não dá pra ignorar o mercado antigo, do papel e tinta. Isso pode mudar no
futuro (e eu espero que mude!), mas não dá pra viver de romantismo. O bom
idealista é o que sabe que para se ir de A para B é preciso muito trabalho.
Não adianta querer revolucionar do mesmo modo que se tira um bandêide. Como
disse o personagem de Billy Crystal em "Meu Querido Bob": passinhos de
bêbê.

Com paciência a gente chega lá.

P.S.: Os linques desse texto estão entre parênteses pois estou enviando
essa mensagem via emeio. Mas prometo que este empecilho será resolvido
muito em breve.

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02 agosto 2007

Eu estou bem. Obrigado pela preocupação.

Pessoal,

recebi recentemente alguns emails de pessoas preocupadas com minha saúde após o grave acidente que supostamente sofri em Cascavel no último dia 27/07. A princípio não compreendi, pois que eu saiba NUNCA fui a Cascavel e, pelo que tenho notícia, não me envolvi em nenhum acidente grave de trânsito. O mistério só foi elucidado após uma simples busca no Google.

Era um homônimo.

Ufa! Pensei que já estava ficando esquizofrênico!

Gente, caso vocês cheguem aqui atrás de notícias a respeito de minha saúde, saibam que estou bem, saudável (mais ou menos) e que não era eu o acidentado. Desejo força a meu homônimo em sua recuperação, mas respiro aliviado por não ter sido eu desta vez.

Ah, as notícias sobre o acidente (que divergem no modelo do carro) estão aqui, aqui, aqui e aqui.

23 julho 2007

Teste

Só para ver se essa porcaria de envio por email funciona.

(Embedded image moved to file: pic05097.jpg)


Se não aparecer a foto, sinta-se um(a) felizardo(a).

Se apareceu, babau, negão...


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21 julho 2007

Desculpas Rotas e Esfarrapadas

Mais uma vez venho aqui cheio de dedos explicar uma ausência inexplicável, tanto aqui quanto lá no Psicopata Enrustido. Mas desta vez não sou o causador do desaparecimento. Sou a vítima.

Primeiro pois simplesmente BLOQUEARAM o acesso a todas as páginas do Blogger no escritório. Acabou, babau. Mais um pouco e eles bloqueiam também o acesso ao Google.

Ok, mas eu poderia simplesmente enviar os textos de casa, certo?

Errado.

Infelizmente o computador de casa deu pane novamente. Das grossas. A coisa está feia. Estou escrevendo isso de um micro emprestado. Entrei para fazer apenas 3 coisinha e já vou sair:

1) Escrever essa desculpinha esfarrapada;

2) Configurar o envio de textos via email. Espero que desta maneira eu consiga resolver o problema;

3) Colocar o video abaixo, que encontrei sem querer e curti bastante (mesmo o narrador sendo daqueles cariocas da gema):



É isso. Vamos ver se a coisa funciona e eu consigo burlar o Homem mais uma vez.

PS1: O Meme Literário abaixo deu o que falar. Sigam os linques e vejam por si próprios.

PS2: Por conta deste bloqueio e apagão internético não vou conseguir ler os comentários, mas fiquem a vontade para fazê-los. Assim que der eu leio.

PS3: Tá caro. Muito caro ainda...

13 julho 2007

Meme Literário: Entrei de bico!


Descobrir que não é um cara muito popular pelo fato de NUNCA me convidarem para um meme literário é triste. Tudo bem, não sou o blogueiro mais assíduo do mundo, não escrevo diariamente, não atualizo o Psicopata Enrustido como deveria, essas coisas. Mas não é por essa razão que vocês da dita "blogosfera" (denominação tão cretina quanto o famigerado "internauta") precisam me ignorar tanto assim.

Não, não estou carente nem preciso comprar um cachorro. Me deixa!

O lance é depois que vi lá no Rosebud é o trenó e no Hedonismos dois pôstes com esse meme que pede que o blogueiro (aaaaaahhh!) liste seus 5 livros favoritos eu afiei meu ego literato e fiquei morrendo de vontade de ser chamado.

Não fui.

Então como o importante na vida é não passar vontade, listo aqui os tais livros. Atropelei mesmo e quero que se foda. Não sou bom em fazer essas coisas de listas e garanto que se fizer outra daqui a alguns meses os títulos irão variar. Não interessa. Listas não devem ser coisas cimentadas e nenhuma verdade é absoluta. Clássicos envelhecem e nascem todos os dias. Só basta procurá-los. E chega de papo.


Pergunte ao Pó - John Fante
Esqueçam o filme. Sério. Assistam mas esqueçam. Não há como rivalizar a experiência de acompanhar as primeiras desventuras de Arturo Bandini e Camilla Lopez em Bunker Hill se não for direto na fonte. Uma narrativa sincera, deliciosamente melancólica, com uma poesia implícita tão forte que é difícil não se emocionar. Fante é uma das muitas referências que usei para criar o Psicopata Enrustido, especialmente este pôste aqui. Leiam Fante. Não irão se arrepender.




Factotum - Charles Bukowski
Este foi o primeiro livro que li do Velho Safado e o que mais me marcou. A crônica rasgada, escatológica, quase pornográfica de Bukowski assusta numa primeira leitura, mas a minha recomendação é que você leia com a mente aberta, sem preconceitos. Por mais "mundo cão" que sejam as histórias de Henry Chinaski (alter ego de Bukowski) é possível enxergar ali uma mensagem até otimista, repleta de poética e, ironicamente, amor à vida. Especialmente seus excessos. Bukowski é foda. Ah, e neste caso o filme é animal.



O Jardim do Diabo - Luis Fernando Veríssimo
Já não considero os textos de Veríssimo a unanimidade que um dia considerei. Mas esta primeira incursão do cronista no mundo dos romances é uma obra prima. Humor ácido, metalinguagem e um ritmo delicioso fazem deste um dos poucos livros que volta e meia me pego relendo. Uma lição para escritores. Se precisar escolher apenas um livro do Veríssimo para ler, leia esse sem pensar duas vezes.






O Orador dos Mortos - Orson Scott Card
É estranho colocar uma continuação numa lista, mas este livro merece. Seqüência do já excelente Ender's Game (que aqui foi traduzido bizonhamente como O Jogo do Exterminador) ele narra as andanças de Andrew "Ender" Wiggin, o protagonista genocida-por-acaso do primeiro livro, cuja missão auto-infligida é espalhar a mensagem de paz das criaturas que ele ajudou a exterminar. Um libelo anti guerra como poucos. Curiosidade: o cenário da trama é uma colônia BRASILEIRA num planeta chamado Lusitânia. Ironia pouca é bobagem.



Matadouro 5 - Kurt Vonnegut
Este eu conheci completamente por acaso. Precisava ler e estava duro. Comprei o livro num Carrefour e paguei com vale alimentação. Juro. E nunca fiquei tão feliz por tê-lo feito. Vonnegut é um dos melhores satiristas que eu já li e este livro é a sua obra prima. Seu humor é tão ácido que você se sente até um pouco culpado por rir. Novamente um libelo anti guerra, mas narrado de uma maneira tão original que é preciso ler muito nas entrelinhas para conseguir compreender completamente. Altamente recomendável.



E como um meme não é apenas sobre responder ao desafio, seguem abaixo os convites para os próximos desafiados:

Camila Fernandes e o seu Demo Sentado Em Meu Ombro.
Cristina Lasaitis e a sua Sinfonia para Narciso.
Dóris Fleury, da Turma da Groselha.
Luciana Muniz e o seu The Shadow of the Moon.

E finalmente, para não dizerem que só escolhi mulheres:

Jean Canesqui e sua recém lançada Oficina do Diabo.

Lembrem-se, galera: tem que escrever a lista (devidamente justificada) e depois convidar outros 5 blogueiros.

Bom trabalho!

03 julho 2007

A Prova Fotográfica

"Faz logo essa PORRA de foto!"

A foto acima foi tirada durante a crise de dor narrada no pôste anterior. Reparem o sorriso forçado e com os dentes rilhados, além da tipóia improvisada e a qualidade do meu "analgésico". Ainda bem que eu estava entre amigos, ou então teria que passar a noite num abrigo de mendigos.

Mas não só de traumas foi feito o final de semana. Houve vários momentos inspirados, a maioria graças a uma mente fértil somados a um barril, como pode-se atestar pelas fotos abaixo:

Chaves Metaleiro?


Pulo ou não pulo?


Ganha um tapa quem NÃO sacar a referência.


E que venham os próximos, com braço contundido ou não.

02 julho 2007

Meu momento Tri-Lambda

Não me recordo qual dos filmes dos nerds tem essa cena (me ajudem!) mas acho que é em Os Nerds Saem de Férias, logo no começo, quando o personagem de Anthony Edwards (muitos anos antes de E.R.) diz que não ia viajar com a trupe pois estava com os dois braços quebrados após uma "jogada arriscada" durante uma partida de XADREZ!

Hilário, eu sei. E completamente improvável, certo?

Mais ou menos.

Este final de semana estavamos eu e a galera em um sítio em Itatiba, curtindo um monte quando, no final da tarde, durante uma prosaica partida de truco, eu distendi o braço esquerdo!

Não me perguntem como. Não sei também como consegui essa proeza. Só sei que de uma hora para outra eu estava urrando de dor. Coisa horrorosa de se ver. Saí atrás de algum analgésico qualquer, mas ninguém tinha nem uma mísera aspirina disponível. Em desespero fiz uma tipóia com um lençol (valeu, Ballico!) e parti para a solução medieval: vodka. Meia garrafa depois, com a dor ainda incomodando, surgiu a Ritinha com um comprimido de PROFLAM (relaxante muscular) não sei de onde. Minha única pergunta: "Pode misturar com álcool?". Ela disse que achava que sim. Foi o suficiente. Engoli o comprimido com a vodka mesmo.

O ministério da saúde adverte: Não faça isso em casa. Não seja idiota. Faça no seu vizinho.

Desnecessário comentar que alguns minutos depois eu já estava inutilizado, tal qual uma geléia vencida esquecida num fundo de armário. A dor passou, isso é certo, mas era impossível me distinguir de um bicho atropelado de beira de estrada.

Graças aos amigos consegui voltar são e salvo pra casa. Hoje a dor já diminuiu o suficiente para trabalhar (droga!) e até dirigir. Mas foi um final de viagem bastante trash, até mesmo para os meus padrões.

A boa notícia é que o final de semana gerou alguns videos hilários, que nos próximos dias pretendo editar e colocar no YouTube.

Fiquem ligados.