Você já leu meu lívro mais recente, "Predadores"? Não? E o trailer, já viu? Também não?! Então não perca mais tempo e veja:
Gostou? Então, além de comprar o livro, que tal me ajudar a divulgar meu trabalho nas terras detrás dos montes? É isso aí. O vídeo acima foi indicado para participar da mostra competitiva do BiblioFilmes Festival em Portugal, na categoria Melhor Trailer de Escritor. A votação é feita por um júri especializado, mas há também a modalidade de júri popular. E é aí que você entra. Clique aqui e veja os indicados. Depois clique aqui e vote no seu preferido (Predadores, claro).
Conto com vocês!
24 março 2009
11 março 2009
It's only roquenrou, beibe
Sempre fui um músico frustrado. Assumo. Toda vez que vejo alguém tirando uma música de ouvido ou mesmo simplesmente TOCANDO um instrumento de maneira competente me remoo de inveja. Sempre adorei música. E quem nunca fantasiou em se tornar um autêntico rock star?
Minha empreitada neste mundo já começou com um balde de água fria. Impelido pelo fato de meu pai possuir um violão (que era de meu avô, um Giannini velhão) decidi tentar aprender. Entrei numa aula e, depois de alguns meses, o próprio professor desistiu. "Cara, violão não é tua praia", lembro dele me dizendo.
Oh, a frustração! Eu não seria um autêntico Guitar Hero (não, nada a ver com aquele videogame chato pra cacete) que seduziria multidões com seus acordes distorcidos e sua pose de "foda-se o mundo!". Porcaria, porcaria! Nem ao menos seduzir menininhas em luaus e saraus eu conseguiria.
Decidido a não desistir depois do primeiro tapa na cara entrei numa aula de piano. Eu era beeeem moleque, aula particular, na casa de uma vizinha, uma velhinha japonesa super dócil, bem clichê mesmo. Com ela aprendi a ler partituras e até mesmo a tocar músicas simples em seu velho piano-armário ("Meu limão, meu limoeiro", "Oh, Suzana", "Ode to Joy", essas coisas). Não lembro bem por que parei com as aulas. Talvez por minha incapacidade de evoluir. Ou porque a velha morreu. Eu REALMENTE não lembro.
Quando a adolescência chegou aquele antigo desejo ressurgiu. Decidi me tornar um tecladista de uma banda. Tá, não é tão glamuroso quanto um guitarrista, mas dava pro gasto. E eu já sabia o básico. Decidi entrar numa aula de teclado popular. E eu consegui uma professora que era simplesmente DELICIOSA. Eu tinha 16 ou 17 anos, não me recordo bem, e ela estudava medicina na USP e dava aulas para complementar o orçamento. Era maravilhoso encontrá-la todas as tardes de sábado, nem que fosse para levar broncas por minha incapacidade de ensaiar durante a semana ou mesmo para ser humilhado vendo-a tocar magnificamente com seus dedinhos que deviam ser da metade do tamanho dos meus. Eu ficava fascinado como suas mãos passeavam agilmente pelas teclas, quase se tornando um borrão indistinto, arrancando músicas complexas de seu instrumento.
Talvez o incentivo hormonal me fez me esforçar mais que o habitual e eventualmente eu acabei pegando o jeito da coisa. As músicas começaram a sair, em arranjos cada vez mais complicados e interessantes. A recompensa vinha no sorriso e nos abraços de aprovação de minha querida professorinha. Depois de alguns meses ela me colocou como destaque na audição de final do ano de seus alunos. Eu tocaria três músicas, sendo o ponto culminante uma versão com DOIS teclados de uma das músicas mais clássicas do rock-farofa: The Final Countdown, do Europe.
Cara, como eu ensaiei aquela porra. Eram horas e horas todos os dias (saudades dos tempos que meus dias tinham "horas e horas" livres...). Aperfeiçoei os arranjos, trocava mãos, vozes, ritmos. Tudo para arrebentar na apresentação final. Não só para agradar a deliciosa professora, mas também para provar de uma vez por todas que eu podia fazer aquilo.
E eu fiz.
Mesmo contando com uma intervenção ciumenta do namorado da professorinha, que sabotou o equipamento bem na hora de minha apresentação (não tiro sua razão, mas questiono seus métodos), eu detonei. Fui aplaudido de pé pela pequena platéia. E eu sei que realmente mereci cada um daqueles aplausos, tamanho o esforço ao qual me dediquei nos meses anteriores. Há um registro em VHS feito por meu pai do momento. Assim que eu lembrar de digitalizar a fita prometo que coloco por aqui para provar (Pai, tem jeito?).
Tá, essa historinha longa na verdade está aqui apenas para que vocês compreendam a minha revolta com o vídeo abaixo, que encontrei no blog do Bugz. Eu... não tenho palavras para descrever isso. Sério. Assistam e compreendam:
O que dizer disso?
Bom, após aquela minha apresentação eu toquei ainda um pouco com uma banda de amigos e em seguida a vida veio e colocou a música em décimo quinto plano em minha lista de prioridades. Apenas recentemente ando ensaiando uma volta, tocando com outros amigos em uma jam session semanal onde tiramos essencialmente blues. Está bastante difícil desenferrujar (apesar de eu saber "The Final Countdown" de cor até hoje, para tristeza de todos) mas ao menos sei que nunca tocarei tão terrivelmente quanto esses moleques aqui:
Tristeza, né? Mas respeito quem tem o culhão de subir num palco e destruir uma música desta maneira (mesmo uma música originalmente destruída como essa). Na verdade compreendo. O amor à música as vezes é muito maior que nossa capacidade de tocá-las.
E esse é o espírito do verdadeiro Rock'n'Roll.
Minha empreitada neste mundo já começou com um balde de água fria. Impelido pelo fato de meu pai possuir um violão (que era de meu avô, um Giannini velhão) decidi tentar aprender. Entrei numa aula e, depois de alguns meses, o próprio professor desistiu. "Cara, violão não é tua praia", lembro dele me dizendo.
Oh, a frustração! Eu não seria um autêntico Guitar Hero (não, nada a ver com aquele videogame chato pra cacete) que seduziria multidões com seus acordes distorcidos e sua pose de "foda-se o mundo!". Porcaria, porcaria! Nem ao menos seduzir menininhas em luaus e saraus eu conseguiria.
Decidido a não desistir depois do primeiro tapa na cara entrei numa aula de piano. Eu era beeeem moleque, aula particular, na casa de uma vizinha, uma velhinha japonesa super dócil, bem clichê mesmo. Com ela aprendi a ler partituras e até mesmo a tocar músicas simples em seu velho piano-armário ("Meu limão, meu limoeiro", "Oh, Suzana", "Ode to Joy", essas coisas). Não lembro bem por que parei com as aulas. Talvez por minha incapacidade de evoluir. Ou porque a velha morreu. Eu REALMENTE não lembro.
Quando a adolescência chegou aquele antigo desejo ressurgiu. Decidi me tornar um tecladista de uma banda. Tá, não é tão glamuroso quanto um guitarrista, mas dava pro gasto. E eu já sabia o básico. Decidi entrar numa aula de teclado popular. E eu consegui uma professora que era simplesmente DELICIOSA. Eu tinha 16 ou 17 anos, não me recordo bem, e ela estudava medicina na USP e dava aulas para complementar o orçamento. Era maravilhoso encontrá-la todas as tardes de sábado, nem que fosse para levar broncas por minha incapacidade de ensaiar durante a semana ou mesmo para ser humilhado vendo-a tocar magnificamente com seus dedinhos que deviam ser da metade do tamanho dos meus. Eu ficava fascinado como suas mãos passeavam agilmente pelas teclas, quase se tornando um borrão indistinto, arrancando músicas complexas de seu instrumento.
Talvez o incentivo hormonal me fez me esforçar mais que o habitual e eventualmente eu acabei pegando o jeito da coisa. As músicas começaram a sair, em arranjos cada vez mais complicados e interessantes. A recompensa vinha no sorriso e nos abraços de aprovação de minha querida professorinha. Depois de alguns meses ela me colocou como destaque na audição de final do ano de seus alunos. Eu tocaria três músicas, sendo o ponto culminante uma versão com DOIS teclados de uma das músicas mais clássicas do rock-farofa: The Final Countdown, do Europe.
Cara, como eu ensaiei aquela porra. Eram horas e horas todos os dias (saudades dos tempos que meus dias tinham "horas e horas" livres...). Aperfeiçoei os arranjos, trocava mãos, vozes, ritmos. Tudo para arrebentar na apresentação final. Não só para agradar a deliciosa professora, mas também para provar de uma vez por todas que eu podia fazer aquilo.
E eu fiz.
Mesmo contando com uma intervenção ciumenta do namorado da professorinha, que sabotou o equipamento bem na hora de minha apresentação (não tiro sua razão, mas questiono seus métodos), eu detonei. Fui aplaudido de pé pela pequena platéia. E eu sei que realmente mereci cada um daqueles aplausos, tamanho o esforço ao qual me dediquei nos meses anteriores. Há um registro em VHS feito por meu pai do momento. Assim que eu lembrar de digitalizar a fita prometo que coloco por aqui para provar (Pai, tem jeito?).
Tá, essa historinha longa na verdade está aqui apenas para que vocês compreendam a minha revolta com o vídeo abaixo, que encontrei no blog do Bugz. Eu... não tenho palavras para descrever isso. Sério. Assistam e compreendam:
O que dizer disso?
Bom, após aquela minha apresentação eu toquei ainda um pouco com uma banda de amigos e em seguida a vida veio e colocou a música em décimo quinto plano em minha lista de prioridades. Apenas recentemente ando ensaiando uma volta, tocando com outros amigos em uma jam session semanal onde tiramos essencialmente blues. Está bastante difícil desenferrujar (apesar de eu saber "The Final Countdown" de cor até hoje, para tristeza de todos) mas ao menos sei que nunca tocarei tão terrivelmente quanto esses moleques aqui:
Tristeza, né? Mas respeito quem tem o culhão de subir num palco e destruir uma música desta maneira (mesmo uma música originalmente destruída como essa). Na verdade compreendo. O amor à música as vezes é muito maior que nossa capacidade de tocá-las.
E esse é o espírito do verdadeiro Rock'n'Roll.
10 março 2009
Adeus a um grande amigo
Seria impossível eu tentar colocar em palavras toda a história de mais de uma década de uma grande amizade. Impossível e até injusto, tamanhas as lembranças e momentos marcantes que tivemos juntos desde que nos conhecemos, nos idos de 96. Cada momento, cada recordação está profundamente marcada em minha memória e em meu coração. Não quero priorizar uma em detrimento de outra então me reservo o silêncio consternado pela perda.Tento esquecer seu último olhar, entristecido em meu colo, a vida se esvaindo rapidamente. Prefiro me lembrar de seu olhar como sempre foi: jovial, alegre, livre de preconceitos e de um amor irrestrito. Prefiro lembrar-me de você saltitando aos meus pés sempre que eu chegava em casa, como se eu tivesse acabado de retornar do Japão, e não de uma simples saída à padaria. De sua cabeça apoiada em meu colo, tentando de todas as maneiras me manter junto o maior tempo possível. De sua alegria quando falávamos uma de suas palavras prediletas (“Ossinho”, “bifinho”, “biscoito”, “brincar”, “passear”, entre outras). De sua simpatia sem limites, que cativava a todos, independente de onde você estivesse. Era, nas palavras de todos, o cachorro mais bonzinho do mundo. E não era exagero.
Você deixou sua marca onde passou. Não havia quem resistisse a seu charme e sua juventude eterna. Ninguém acreditava em sua idade quando eu contava. Você era sempre um filhote pronto para brincar. Sempre um companheiro, não importava o momento. Passou do meu lado grande parte de minha vida e trouxe para mim uma felicidade sem comparação. Você foi especial em todos os sentidos.E é por isso que vai fazer tanta falta. Você se foi do jeito que eu sei que sempre desejou, aninhado em meu colo até seu último suspiro. De repente, sem dor ou sofrimento, como merecia depois de uma vida tão cheia de percalços. Foi feliz, deixando em nós uma grande tristeza por sua partida, mas ao mesmo tempo uma grande certeza que você trouxe muito mais alegria que eu posso mensurar. Foi em paz.
Missão cumprida, Negrão. Muito obrigado por ter compartilhado sua vida e sua alegria com todos nós. Sua ausência será profundamente sentida, mas sua presença nunca será esquecida.
Isso eu prometo.
06 março 2009
Pingos nos I's

Como todos sabem (ou imagino que saibam) sou ateu praticante. O que isso significa? Primeiro, não acredito em nenhum tipo de deus, entidade suprema, vida após a morte, papai noel, gnomos e outras abobrinhas fantasiosas. Na MINHA OPINIÃO tudo o que temos, somos e vivemos acontece e aconteceu POR ACASO.
Isso quer dizer que sou contra a sua fé?
Não.
Não a compreendo, não consigo conceber como pessoas inteligentes acreditem nisso, mas respeito. Sei que para muitos a religião é uma bóia salva-vidas que sustenta muitos problemas e crises que sempre acontecem na vida. Tem gente que precisa, e quanto a isso não tenho nada contra.
Então sobre o que você é contra afinal, Cabelo?
Sou contra duas coisas: as igrejas institucionalizadas (TODAS incluídas, sem exceções) e da intervenção destas em decisões do Estado.
O Brasil é um estado laico (traduzindo: nenhuma igreja pode interferir em qualquer decisão da justiça ou do executivo), diferente de países como o Irã ou a Índia. Esse laicismo é garantido pela constituição. É por este motivo que mesmo com os mimimis do tal bispo o aborto aconteceu. E foi a coisa certa a fazer. Uma menina de 9 anos não tem condições físicas ou mentais de sobreviver à uma gestação, quanto mais de gêmeos. E fruto de um estupro por seu padastro. Até mesmo o presidente declarou que "neste caso a medicina está mais certa que a igreja". Não sou nenhum fã do Lula, mas admiro-o pela coragem de sair e defender esse ponto, de maneira corretíssima para seu cargo. Doa a quem doer, o certo foi feito e ponto final.
Daí vem esse CRETINO desse arcebispo e condena os médicos que fizeram o aborto e a mãe que, num momento extremamente delicado, tomou a decisão mais racional e salvou sua filha, que não poderia pagar com a própria vida pelos crimes de seu marido. E pior, com o aval do Vaticano. É um absurdo tão grotesco que eu fiquei até feliz que tenha acontecido (não o estupro, nem o aborto, mas a excomunhão).
Por que? Simplesmente porque já passou do tempo das pessoas perceberem que não dá mais para dar ouvidos a uma instituição ARCAICA e RETRÓGRADA, com valores e conceitos DETURPADOS e NOCIVOS não só aos indivíduos, mas a sociedade como um todo. Ficou escancarado agora que esses DESGRAÇADOS estão HAGANDO e ANDANDO para seus fiéis. Estão mais preocupados em ficar em seus palácios de marfim e ouro desfribilando um dogma que já deveria ter sido jogado no esquecimento a séculos. E quanto mais pessoas perceberem isso e pararem e analisarem tudo o que está acontecendo, maiores as chances de finalmente vermos essa PORCARIA de instituição ser jogada na lama de onde nunca deveria ter saído.
Sinto pena da pobre menina que sofreu um dos piores crimes que eu, como pai, vejo por aí. Colocar o aborto como um crime maior que o estupro é o mesmo que concordar com a desastrosa máxima do Maluf: "Estupra mas não mata". É abominável, imperdoável e até mesmo obceno.
Espero sinceramente que este incidente seja o estopim para uma sociedade mais racional e baseada em conceitos inteligentes e claros, não em uma porcaria de um livro mal escrito de dois mil anos que já não serve nem mais como literatura de entretenimento, quanto mais como pedra fundamental para qualquer tipo de moralismo hipócrita.

Tradução das Imagens:
Cristianismo - A crença que um Zumbi Judeu cósmico que era seu próprio pai pode te tornar imortal se você comer simbolicamente sua carne e telepaticante dizer a ele que você o aceita como seu mestre, assim ele pode remover o mal de sua alma, que está presente na humanidade graças a uma mulher que surgiu de uma costela que foi convencida por uma cobra falante a comer o fruto de uma árvore mágica... É, faz todo o sentido.
Imagine - um mundo sem religião (valeu, John)
03 fevereiro 2009
Capitulação
Pois é. Arreguei. Pedi penico. Tomei um caldo da onda mais hypada dos últimos tempos. Sou uma vergonha.Entrei no Twitter.
Foi mais por curiosidade do que realmente por sentir a necessidade de contar pra todo mundo o que estou fazendo naquela hora. Não, não vou mandar mensagens como "Estou fazendo cocô" (sim, eu levo o notebook pro banheiro) nem "Estou com uma gata. Volto em 15 minutos no máximo", até porque sempre tenho esperanças que dure mais que isso. Esqueçam. É só uma experiência. Ainda não traguei, então não sei quais os efeitos reais. Vamos ver.
Essa foi apenas uma mera curiosidade. A novidade mesmo está por vir. Podexá que coloco aqui assim que começar.
E, claro, @AleHeredia, para quem for maluco de querer me seguir.
02 fevereiro 2009
A internet e a burrice
Existe um movimento que estou vendo nos meios científicos que tende a "provar" que a internet está na verdade emburrecendo as pessoas. Pesquisas, experiências, estudos e muita abobrinha é gerada apenas com o intuito de tentar provar que o corolário "Mais informação é igual a menos QI" é verdadeiro.
Agora vejam o vídeo a seguir. Seis guitarristas japoneses se juntam virtualmente (ou seja, via internet, na falta de um termo menos grotesco) e tocam maravilhosamente a música Canon Rock, do guitarrista taiuanês JerryC. O resultado é espetacular:
A questão é a seguinte: talvez, se não existisse a internet, essa apresentação nunca teria se realizado. Ou, mesmo que fosse realizada, nós não a veríamos. Ao menos não com a mesma facilidade.
A minha conclusão a todos os "cientistas", "acadêmicos" e o diabo é: A internet não está nos deixando burros. Só está deixando mais difícil a gente se fingir de inteligente.
Agora vejam o vídeo a seguir. Seis guitarristas japoneses se juntam virtualmente (ou seja, via internet, na falta de um termo menos grotesco) e tocam maravilhosamente a música Canon Rock, do guitarrista taiuanês JerryC. O resultado é espetacular:
A questão é a seguinte: talvez, se não existisse a internet, essa apresentação nunca teria se realizado. Ou, mesmo que fosse realizada, nós não a veríamos. Ao menos não com a mesma facilidade.
A minha conclusão a todos os "cientistas", "acadêmicos" e o diabo é: A internet não está nos deixando burros. Só está deixando mais difícil a gente se fingir de inteligente.
20 janeiro 2009
Não é o Zebedeu
E então eu sumi. Desapareci, desconectei, desanuviei.Sumi voluntariamente. Decidi que, já que não me encontro, talvez se eu desaparecesse pudesse ser encontrado.
Não fui.
Ao menos não inteiramente.
Divago. Tento escrever. Mais por vício que por ter o que contar. Até tenho o que contar, mas não quero. Não ainda. Talvez material para futura referência. Odeio fatos quando os narro. De alguma maneira quando conto um caso verídico ele não parece mais tão interessante. A menos não para mim.
Ontem comecei um livro. A primeira frase é: "Toda memória é fictícia".
Ontem não terminei um conto. A última linha foi: "- Com ninguém. Dorme".
(Talvez eu devesse ler mais o que eu escrevo)
Começo coisas demais. Comecei o livro aí em cima umas 3 vezes. Já o conto não terminei nenhuma vez ainda. Vou terminar ou isto é uma pergunta?
O problema de terminar uma vez com sucesso torna-me mais crítico com relação aos próximos.
(Talvez eu não devesse escrever bêbado)
Muito tempo gera muitas idéias.
Mas dá uma preguiça...
Um conto preguiçoso: "O telefone tocou em seu último suspiro".
O título é "Clichê".
Pronto, escrevi.
O que mais vocês querem de mim?
03 dezembro 2008
Anticlimático
Acordo junto com a neblina que, na certeza do sono interrompido, parece ter se originado de meu cérebro macilento. Não há como divisar nada além de alguns palmos para fora da janela. Mesmo assim esfrego os olhos. Não dá certo. Minha cama aos poucos perde o calor de meu corpo recém descoberto. Entro no banheiro e ligo o chuveiro, desviando dos respingos gelados em minhas canelas e quase escorregando e caindo por conta da dança bisonha. Apenas quando a neblina interior rivaliza com a externa tomo a coragem e o banho necessários. O couro cabeludo se espreme num calafrio dolorido. Banho no frio é como comida mexicana. Difícil de entrar, pior de sair. Mas o meio termo até que é agradável.No trânsito vejo os primeiros raios de sol se esforçando para irromper as camadas de vapor, fuligem e preguiça, sinalizando a inevitabilidade do dia que recém começou. A rua está permeada de caras amassadas enlatadas em seus contêineres de aço e vidro. Alguns se escondem atrás de janelas fumê, trancando-se num microverso veicular onde enfiar o dedo no nariz não é falta de educação. Falsa segurança transitória. Neste fluxo é tão difícil encontrar sorrisos quanto faixas de sol, mas eles existem. Estão lá, frutos de noites não tão frias ou de promessas de dias mais ensolarados.
Quando finalmente estaciono essas promessas ainda não se concretizaram. O edifício se ergue à minha frente com outras promessas, mais cinzentas, mais sisudas. Haverá risadas esparsas, isso é certo, mas sei bem que tudo não passará de uma estratégia, de um escapismo involuntário. Sol e chuva sem desencalhar viúvas. Faltam ainda quatro horas para o almoço.
Para muitos a hora do almoço é a única chance de ver o sol durante todo o dia. Para mim ao menos é. Saio pela portaria e aciono minha pequena usina de vitaminas. Minha pele chega a brilhar, a palidez como que querendo fugir de sua prisão epitelial. Blusas e jaquetas são repentinamente esquecidas. Óculos escuros e sorrisos espontâneos por um instante reencontrados. Decotes abertos e mangas arregaçadas. Cada trecho de pele descoberta é uma janela aberta à invasão anti-mofo. Tudo tem luz nesta nossa fotossíntese social. Por meia hora o mundo aparenta ainda ter esperanças.
Infelizmente somos obrigados a retornar ao ambiente falsamente climatizado. Pasteurizado. Mormacento. As horas se arrastam pela atmosfera pesada. Como sempre, no final da tarde o tempo fecha. Prazos, compromissos, broncas. Nuvens escuras se encarregam de esconder o sol relutante. Alguém enumera os quilômetros de trânsito, colocando todos no habitual paradoxo do vou-não-vou. Mas dá a hora e vamos. Junto com a chuva.
Enquanto escorremos lentamente pelas vias os rostos se tornam borrões indistintos na profusão de respingos. Onde havia pouca vida agora não há nenhuma, sugada e exaurida pelo dia que poucos na verdade viram. O sol desiste de nós e se esconde atrás dos dendritos do horizonte, procurando por novas vítimas para insuflar com falsas promessas. A chuva pára antes de nos lavar a alma. Algumas janelas são abertas para que o ar úmido substitua o viciado. Onde o medo ainda é mais forte que o asco do vício elas permanecem fechadas. Abro a janela assim que saio das zonas cumulares e me aproximo de meu condomínio.
Após grunhir uma saudação ao porteiro e aos transeuntes de elevador entro em casa e precipito a mala, a carteira, o celular e o meu corpo pelo recinto. Os céus arrotam mas não choram mais. A temperatura cai. O telefone toca. Um diálogo cheio de instabilidades passageiras. Mas o resultado é tão previsível quanto uma frente fria argentina. Tanto que meia hora mais tarde o interfone relampeja. Pode subir.
Ela entra sem tocar a campainha. Torrencial como sempre. Encontra-me ainda nublado no sofá. Como sempre não se importa com meu desprezo ou com minha alegria. Simplesmente chega. E depois irá embora igualmente indiferente. Naturalmente. Mas disfarça a tempestade vindoura com amenidades.
- Está frio hoje, hein?
- Estou.
E amanhã será outro dia.
--
Republicado por sua causa.
19 novembro 2008
Comum
- E aí?
- E aí o quê?
- O que você achou?
- Não gostei.
- Não gostou? Mas não gostou do que?
- De nada. Achei ruim, só isso.
- Não, assim não. Tem que ser mais específico. Do que você não gostou?
- Hum, sei lá. Foi competente, coisa e tal, mas não sei. Não bateu. Foi...
- Fraco? Insatisfatório? Esquecível?
- ... comum.
- Comum? Não, não pode ser. Comum é ruim. Comum é o pior adjetivo. Tudo, menos comum.
- Quer que eu minta?
- Não, é claro que não. Mas comum é muito pouco. Comum? E eu tentei tanto inovar. Sabe, o lance dos palavrões...
- Não inovou. Alías você disse "merda" umas vinte vezes. Sei lá, ficou repetitivo. E de onde você tirou que falar "merda" é erótico?
- Mas não é minha praia. Sempre fui mais recatado, mais sutil. Tentei uma coisa nova. Audaciosa.
- Pois é, não rolou. Soou meio falso. E você sabe, falsidade nessa hora é meio broxante...
- Broxante é essa conversa! Pô, eu me empenhei tanto! E eu achando que estava arrebentando, que você ia adorar! Me preparei, sabia? Estudei, li pra caramba a respeito. Deu o maior trabalhão. E você vem e diz que foi "comum"? Porra, comum é foda. Comum é o fundo do poço.
- Você pediu sinceridade. E, sinceramente, acho que você consegue muito mais do que isso. Sei lá, tem potencial, mas ainda não chegou lá. Talvez falte um pouco de treino...
- Treino? Mas eu treino sempre! Todo dia! Às vezes passo a noite em claro. Estou com as mãos doendo de tanto treinar! Isso é frustrante! E se...
- O que foi?
- Esquece.
- Não, agora conta.
- E se eu alcancei meu máximo? E se isso foi tudo o que eu posso fazer? E se meu destino é ser mediano, razoável? Puta merda, e se eu nasci para ser medíocre?
- Não vem com essa. Você não acredita nessa bobagem de destino.
- Não acredito. Mas acho que todo mundo tem um limite. Me esforcei pra caramba pra chegar nesse seu "comum". E se eu nunca conseguir passar disso? É algo horrível de se imaginar. Ser comum, ser mais um na multidão. Uma criaturinha prosaica e desprovida de diferenciais. Um clichê ambulante, um arroz com feijão de um PF de boteco. "Aqui jaz mais um João Ninguém"...
- Pára de drama. Você sabe que não gosto quando você fala assim.
- Isso é culpa sua! Você e esse seu espírito crítico. Nada do que eu faço te agrada. Nada é o suficiente! Aposto que tem gente por aí que me idolatraria por algo que você considera só... "comum"! É por sua causa que eu também nunca fico satisfeito. É por sua causa que eu sempre falho. Nunca vou atender suas expectativas, não é? Caramba, como eu odeio você quando faz isso! Você deveria estar do meu lado...
- E eu estou. E por saber que você pode muito mais do que isso é que te critico desse jeito. Se eu um dia descobrir que você chegou no seu limite, pode deixar que vou dizer. Mas você ainda não chegou lá. Esfria essa cabeça e acende um cigarro...
- Tá.
- Isso. Relaxa. Vamos parar com essa discussão?
- Não.
- Não?
- Não. Agora você me deixou encucado. Preciso resolver isso, ou não vou ter mais paz de espírito.
- Saco...
- Não reclama, que é sua culpa. Agora vou ficar cismado o resto da noite. Não vou conseguir fazer mais nada.
- Tá bom. Então faz o seguinte: pára de reclamar consigo mesmo no espelho e vai reescrever essa porcaria de uma vez. Do começo. Depois que terminar a gente conversa de novo.
- Ei, porcaria não!
- Porcaria sim!
--
O texto acima foi um dos primeiros que escrevi nesta minha fase mais "séria" (em termos de carreira literária), tendo sido publicado originalmente em 2003 no site Anjos de Prata. Republiquei-o aqui pois havia esquecido completamente de sua existência e fiquei realmente surpreso com o resultado final. Coisas de um egomaníaco procurando pelo próprio nome no Google, sabe como é...
- E aí o quê?
- O que você achou?
- Não gostei.
- Não gostou? Mas não gostou do que?
- De nada. Achei ruim, só isso.
- Não, assim não. Tem que ser mais específico. Do que você não gostou?
- Hum, sei lá. Foi competente, coisa e tal, mas não sei. Não bateu. Foi...
- Fraco? Insatisfatório? Esquecível?
- ... comum.
- Comum? Não, não pode ser. Comum é ruim. Comum é o pior adjetivo. Tudo, menos comum.
- Quer que eu minta?
- Não, é claro que não. Mas comum é muito pouco. Comum? E eu tentei tanto inovar. Sabe, o lance dos palavrões...
- Não inovou. Alías você disse "merda" umas vinte vezes. Sei lá, ficou repetitivo. E de onde você tirou que falar "merda" é erótico?
- Mas não é minha praia. Sempre fui mais recatado, mais sutil. Tentei uma coisa nova. Audaciosa.
- Pois é, não rolou. Soou meio falso. E você sabe, falsidade nessa hora é meio broxante...
- Broxante é essa conversa! Pô, eu me empenhei tanto! E eu achando que estava arrebentando, que você ia adorar! Me preparei, sabia? Estudei, li pra caramba a respeito. Deu o maior trabalhão. E você vem e diz que foi "comum"? Porra, comum é foda. Comum é o fundo do poço.
- Você pediu sinceridade. E, sinceramente, acho que você consegue muito mais do que isso. Sei lá, tem potencial, mas ainda não chegou lá. Talvez falte um pouco de treino...
- Treino? Mas eu treino sempre! Todo dia! Às vezes passo a noite em claro. Estou com as mãos doendo de tanto treinar! Isso é frustrante! E se...
- O que foi?
- Esquece.
- Não, agora conta.
- E se eu alcancei meu máximo? E se isso foi tudo o que eu posso fazer? E se meu destino é ser mediano, razoável? Puta merda, e se eu nasci para ser medíocre?
- Não vem com essa. Você não acredita nessa bobagem de destino.
- Não acredito. Mas acho que todo mundo tem um limite. Me esforcei pra caramba pra chegar nesse seu "comum". E se eu nunca conseguir passar disso? É algo horrível de se imaginar. Ser comum, ser mais um na multidão. Uma criaturinha prosaica e desprovida de diferenciais. Um clichê ambulante, um arroz com feijão de um PF de boteco. "Aqui jaz mais um João Ninguém"...
- Pára de drama. Você sabe que não gosto quando você fala assim.
- Isso é culpa sua! Você e esse seu espírito crítico. Nada do que eu faço te agrada. Nada é o suficiente! Aposto que tem gente por aí que me idolatraria por algo que você considera só... "comum"! É por sua causa que eu também nunca fico satisfeito. É por sua causa que eu sempre falho. Nunca vou atender suas expectativas, não é? Caramba, como eu odeio você quando faz isso! Você deveria estar do meu lado...
- E eu estou. E por saber que você pode muito mais do que isso é que te critico desse jeito. Se eu um dia descobrir que você chegou no seu limite, pode deixar que vou dizer. Mas você ainda não chegou lá. Esfria essa cabeça e acende um cigarro...
- Tá.
- Isso. Relaxa. Vamos parar com essa discussão?
- Não.
- Não?
- Não. Agora você me deixou encucado. Preciso resolver isso, ou não vou ter mais paz de espírito.
- Saco...
- Não reclama, que é sua culpa. Agora vou ficar cismado o resto da noite. Não vou conseguir fazer mais nada.
- Tá bom. Então faz o seguinte: pára de reclamar consigo mesmo no espelho e vai reescrever essa porcaria de uma vez. Do começo. Depois que terminar a gente conversa de novo.
- Ei, porcaria não!
- Porcaria sim!
--
O texto acima foi um dos primeiros que escrevi nesta minha fase mais "séria" (em termos de carreira literária), tendo sido publicado originalmente em 2003 no site Anjos de Prata. Republiquei-o aqui pois havia esquecido completamente de sua existência e fiquei realmente surpreso com o resultado final. Coisas de um egomaníaco procurando pelo próprio nome no Google, sabe como é...
17 novembro 2008
Arrumação Nerd
Neste último final de semana eu finalmente consegui fazer algo que planejava fazer há alguns anos: organizar decentemente minha coleção de HQs.
Arrumei uma velha estante de metal que estava chumbada na parede da edícula, limpei e desamassei o tanto quanto dava e pintei-a inteira com spray preto. Ficou rusticamente interessante.
Organizei tudo de uma maneira bem coerente, mas que aparentemente só fará sentido para mim: por editora original (DC, Marvel, Image, Dark Horse, etc...), personagem principal e qualidade. Lotei desta maneira as três prateleiras inferiores da estante (As de cima foram para CDs e DVDs e livros). Tudo beleza, legal, chupetinha.
Claro que no final ficou uma pilha menor, com apenas os mega-ultra-top-fucker-master-blasters. É o que chamei de "A Pilha Seminal" (sobe o coral!). São aqueles HQs que PRECISAM ser lidos, mesmo que o resto da estante seja depois ignorada. Só com aqueles já dá pra começar uma coleção de respeito.
Tá, e daí?
Bom, decidi comentar a respeito da arrumação pois encontrei hoje, totalmente sem querer, dois "fan movies" excelentes, ambos baseados em duas obras que fazem parte da minha famigerada Pilha Seminal. Ambos foram dirigidos pelo espanhol Miguel Mesas, que eu não conheço mas já sou fã. Nunca vi uma produção deste tipo ser ao mesmo tempo tão fiel ao mateiral original e tão bem realizada.
Vejam você mesmos e esbaldem-se:
Batman - Arkham Asylum (baseado na graphic novel homônima escrita por Grant Morrison e ilustrada pelo mestre Dave McKean)
Imagens da HQ para fins de comparação:




Slaine - The Horned God (baseado na séria homônima escrita por Pat Mills e ilustrada com o primor de sempre por Simon Bisley)
Algumas imagens só pra ilustrar:



Arrumei uma velha estante de metal que estava chumbada na parede da edícula, limpei e desamassei o tanto quanto dava e pintei-a inteira com spray preto. Ficou rusticamente interessante.
Organizei tudo de uma maneira bem coerente, mas que aparentemente só fará sentido para mim: por editora original (DC, Marvel, Image, Dark Horse, etc...), personagem principal e qualidade. Lotei desta maneira as três prateleiras inferiores da estante (As de cima foram para CDs e DVDs e livros). Tudo beleza, legal, chupetinha.
Claro que no final ficou uma pilha menor, com apenas os mega-ultra-top-fucker-master-blasters. É o que chamei de "A Pilha Seminal" (sobe o coral!). São aqueles HQs que PRECISAM ser lidos, mesmo que o resto da estante seja depois ignorada. Só com aqueles já dá pra começar uma coleção de respeito.
Tá, e daí?
Bom, decidi comentar a respeito da arrumação pois encontrei hoje, totalmente sem querer, dois "fan movies" excelentes, ambos baseados em duas obras que fazem parte da minha famigerada Pilha Seminal. Ambos foram dirigidos pelo espanhol Miguel Mesas, que eu não conheço mas já sou fã. Nunca vi uma produção deste tipo ser ao mesmo tempo tão fiel ao mateiral original e tão bem realizada.
Vejam você mesmos e esbaldem-se:
Batman - Arkham Asylum (baseado na graphic novel homônima escrita por Grant Morrison e ilustrada pelo mestre Dave McKean)
Imagens da HQ para fins de comparação:




Slaine - The Horned God (baseado na séria homônima escrita por Pat Mills e ilustrada com o primor de sempre por Simon Bisley)
Algumas imagens só pra ilustrar:



12 novembro 2008
AVISO IMPORTANTE!
Recebi algumas mensagens me perguntando por que eu estava divulgando o lançamento para o dia 13/11 (quinta) quando em diversos lugares (inclusive no site da Mostra de Curtas Fantásticos) era anunciado que o lançamento seria no dia 14/11 (sexta). Pois bem, o lance é que por alguma razão inexplicável (ao menos ninguém se dignou a me explicar) o evento foi anunciado errado tanto no site quanto nos flyers impressos. Conversei com a organizadora do evento e ela confirmou a bizonhice.Mas não muda absolutamente nada. O lançamento oficial de Predadores CONTINUA agendado para o dia 13/11, à partir das 19hs, na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37).
Então não se enganem. Esta é a informação OFICIAL. Não adianta aparecer no dia 14 que eu não vou estar lá, hein?
Abração e até amanhã!
07 novembro 2008
Predadores - Convite oficial e trailer!
Taí, esse é o convite oficial para o lançamento de meu novo romance, PREDADORES. E, para complementar ainda mais, abaixo está o trailer que preparei para tentar explicar um pouco mais sobre o que o livro se trata e apresentar o clima da trama:Então é isso. A partir de agora é oficial. Não se esqueçam: É dia 13/11 (quinta) à partir das 19hs na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37).
Espero vocês lá!
03 novembro 2008
Tributo à capela para John Williams
31 outubro 2008
Mortos vivos de SP, UNI-VOS!
É isso aí, povinho. Chegou o dia de mais uma Zombie Walk aqui na paulicéia. Eu estarei lá, como em todas as edições anteriores.
Para quem não sabe que catzo é isso, clique aqui e divirta-se.
Para quem sabe o que é mas não sabe quando é:
ZOMBIE WALK SP 2008
Data:
-->02/11/2008 (esse domingo!) Concentração: 15hs no vão do MASP (Av. Paulista)
Início: 17hs
Trajeto: Vê no site.
Traje: ZUMBI!
Quem não tem maquiagem ou tem e não sabe fazer normalmente a galera na concentração dá uma força nesse aspecto. O negócio é ir e se divertir. Pode até ir sem se fantasiar, mas garanto que daí perte 75% da graça.
17 outubro 2008
Capa de 'Predadores'
Finalmente fechamos a capa de meu novo livro, Predadores, a ser lançado em breve pelo selo Spectrum da Editora Multifoco:

Para quem quiser ver como ficou a capa completa, é só clicar na imagem abaixo:


Clica para ampliar.

Sim, eu sei, as letras estão pequenas. Segue abaixo o texto da quarta capa e das orelhas:
Quarta capa:
Existem dois tipos de pessoas: os predadores e as presas.Os seres humanos, em sua infinita pretensão, se imaginam no topo da cadeia alimentar simplesmente pelo fato de poderem raciocinar e terem um polegar inversor, o que lhes permite construir máquinas para suprir suas próprias limitações. Mas o corpo humano é imperfeito. Isso está cada vez mais claro à medida que os homens criam novos aparelhos que apenas os empurram para um sofá, onde se limitam a ver o tempo passar através de uma janela eletrônica, comendo comida processada e calórica, tornando-se criaturas decadentes e flácidas, muito diferentes da imagem poética que fazem de si próprios. São apenas as engrenagens, a força motriz, sem sentido ou direção.Mas nós, meu caro, nós operamos o mecanismo.Nós somos predadores.
Orelhas:
Dante é um repórter da noite à procura de realização pessoal e profissional que tem a tarefa de acompanhar a emergente Eva, uma promotora de casa noturna cujo principal interesse é ganhar uma maior exposição na mídia. Tudo isso muda no dia em que ela encontra Ian, um executivo recém-divorciado que, na crise da meia-idade, busca recuperar a juventude perdida.Pessoas comuns com histórias diversas que se entrecruzam no Vrykolakas, uma casa noturna no centro de São Paulo que esconde intrigas e armadilhas sob um véu de luzes e decadência. É o lugar onde Radu, o enigmático proprietário da casa, irá testar os limites morais e éticos de cada um até descobrir a que ponto eles estão dispostos a chegar para alcançar seus objetivos. Neste jogo doentio até os vencedores arriscarão perder a própria alma.Em seu segundo romance, Alexandre Heredia vai além dos conceitos delineados em O Legado de Bathory, narrando uma história atual que mistura vida, ambição e morte, com altas doses de sensualidade, em uma trama com a qual muitos irão se identificar – para o bem ou para o mal. Afinal, qual de nós poupa esforços na realização de seus maiores desejos?
Interessou? Espero que sim. O lançamento está agendado previamente para o dia 13/11, quinta feira, a partir das 19hs na Casa das Rosas, lá na av. Paulista. Assim que tiver o convite oficial coloco aqui, mas já vão reservando espaço em suas agendas.
Mais um. E que venham os próximos.
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