Como não estou num dia especialmente inspirado (devido a alguns acontecimentos deveras desagradáveis), segue uma pequena lista de textos interessantes que andei trombando por aí:
Viver da Escrita / Viver para a escrita
O eterno segredo de tostines.
30 mandamentos para ser leitor, escritor e crítico
Espetacular, especialmente a parte relativa à critica (uma atividade que começo a me dedicar).
O Prazer do Terror
Bastante elucidativo.
E, para finalizar, uma livraria que tem todos os livros do mundo, menos um. Em inglês.
Boa leitura.
10 setembro 2008
05 setembro 2008
Manifesto de um Solteiro Reincidente
Provavelmente vocês, bichos da cidade grande, não sabem direito qual o significado da palavra "arapuca". Pois bem de acordo com a Wikipedia:Arapuca (arataca ou urupuca) é um artefato, de origem indígena no Brasil, que consiste numa armadilha, feita de paus, com formato piramidal, e destinada a pegar vivos aves, pequenos mamíferos, ou outros animais de caça.É isso. Uma simples armadilha, normalmente usada para caçar passarinhos que serão logo em seguida enjaulados de modo a privatizar seu canto pelo resto de suas vidas.
Não sei vocês, mas sempre achei a imagem de uma passarinho preso numa gaiola deprimente. Uma criatura que foi feita para voar sendo obrigada a limitar-se num cubículo mínimo, sem chances de alçar alturas, entrar em mergulhos vertiginosos, piruetas, parafusos, loopings, etc. Ficam apenas lá, saltitando de poleiro em poleiro tristemente, sem perspectivas de recuperar a liberdade perdida, sempre correndo o risco do prego se soltar e derrubar a gaiola ou do gato da vizinha decidir fazer um lanchinho no meio da noite. Uma coisa triste. Por que razão um moleque faz uma coisa destas? Qual o motivo que justifica aprisionar uma criatura que nasceu livre, e cuja beleza reside justamente nesta liberdade?
Este preâmbulo ilustra justamente o fato de que eu, novamente solteiro após uma longa relação estável, venho observando nos relacionamentos interpessoais. Não que seja novidade, nada disso. Só estou analisando uma observação minha recente. Mas acho que muitos concordarão.
Desde que me separei ouvi inúmeras vezes pessoas perguntando, como se fosse algo inevitável, quando é que eu irei me enrolar de novo com alguém. Falam como se minha atual situação fosse uma aberração da natureza, algo impensável. Uma pessoa vivendo sozinha? Não, é impossível. Uma hora ou outra ele vai encontrar alguém e vai passar o resto da vida com esta pessoa.
"O RESTO DA VIDA"
Esta é a única frase que consegue arrancar arrepios em minha espinha e congelar minhas entranhas. É uma frase tão apocalíptica, tão definitiva, tão assustadoramente conformista que não consigo deixar de imaginar o pobre passarinho preso em sua gaiola pelo resto de sua existência. Triste, cabisbaixo, desolado. Morto em vida.
Claro, não estou querendo dizer que todo relacionamento é assim. Nem que eu esteja sendo radical ao ponto de sentenciar que nunca mais me envolverei com alguém. Isso seria estúpido. O lance é que cada vez mais vejo que estou sendo rotulado erroneamente pelo simples fato de eu ter escolhido, neste momento de minha vida, não me envolver profundamente com absolutamente ninguém. Desse modo vou tentar responder abaixo todos os argumentos que jogam em meu colo com uma freqüência enervante. Talvez assim eu me faça entender.
- Você é insensível/tem o coração fechado/frio/endurecido, etc.
- Com quem você irá passar sua velhice?
- Um dia você vai encontrar a tampa certa pra sua panela velha.
- Uma pessoa nunca pode ser feliz sozinha.
- Relacionamentos demandam sacrifícios. Você é egoísta demais!
Existem outras afirmações e questionamentos a este respeito, mas vou acabar caindo numa repetição maçante. O lance é o seguinte: caso eu venha a me enrolar com outra pessoa no futuro, será porque ambos QUEREM se envolver, nunca porque PRECISAM. Ninguém precisa de uma companheira ou companheiro para garantir a felicidade, do mesmo modo que um moleque não precisa aprisionar um passarinho cuja atração inicial foi exatamente sua liberdade. Já passou da hora de derrubarmos esse mito. Ser solteiro pode ser tão ou até mais legal do que ser casado. Se você acha que sua felicidade depende exclusivamente de encontrar uma pessoa que vai passar o resto de sua vida ao seu lado (brrr...), tudo bem. Eu respeito isso. Desde que você respeite minha vontade de permanecer solteiro sem rancor, inveja ou outra merda qualquer que só vai servir para encher nossos respectivos sacos.
E tenho dito.
02 setembro 2008
Referências Cruzadas
Recebi no último final de semana a seguinte mensagem:
Eu quem agradeço a utilização de meu material em sua aula, Marcelo. É extremamente gratificante ver seu trabalho reconhecido não apenas no próprio meio, mas em todas as esferas da produção cultural. Espero sinceramente que minha singela contribuição ajude seus alunos a realizar boas obras num mercado tão carente de criatividade quanto o nosso.
Para quem não se lembra do texto citado, é só clicar aqui.
"Olá, Alexandre.
Sou produtor de Vídeo e tenho uma escola de produção para cinema e tv em Blumenau - SC. Estava pesquisando a respeito de criação de personagens, tema de minha aula de amanhã (sábado) e tive a sorte de encontrar sua publicação sobre o tema. Tenho meu próprio método de criação de personagens para meus curtas e para os programas de tv que eu produzo, mas eu gostaria de mostrar aos meus alunos um outro método, já que não existem regras à respeito. Quero te parabenizar pela clareza de suas elucidações. Serão de grande valia para a minha galera de futuros produtores de filmes, programas de tv e outras produções.
Obrigado por sua contribuição.
Um abraço do colega...
Marcelo Niess"
Para quem não se lembra do texto citado, é só clicar aqui.
26 agosto 2008
O Pior Corintiano de Todos os Tempos
Dizem que todo corintiano é fanático. É mentira. E eu estou aqui para contradizer este preconceito a nós, corintianos não praticantes!
Eu nunca fui num estádio para assistir qualquer coisa diferente de shows de rock. Nunca. Nunca sonhei em ser jogador de futebol. Jamais. Era grosso. Tinha duas pernas direitas e só chutava com a esquerda. Fui obrigado a jogar futebol no colégio como alternativa à educação física e, em nove anos de campeonatos anuais, fiz apenas UM mísero gol. Contra! E eu eu era ponta esquerda!
Nunca me esgoelei na frente da televisão em final de campeonato. Nunca tive pôster com o time parecendo uma trupe prestes a ser fuzilada em minha parede. Nem emblema ou escudo (sempre achei aquela âncora de um mau gosto grotesco), nada. Eu nunca tive sequer uma camisa do corinthians!
Não sei qual a escalação do time, não tenho nenhum ídolo na história do clube, não sei nem quando vai ser o próximo jogo, muito menos contra quem. Não derramo lágrimas em vitórias ou derrotas, nunca fui comemorar na paulista, porra nenhuma. Sempre fui um péssimo corintiano.
Pronto, falei.
Só precisava desabafar mesmo.
Valeu.
(Texto escrito entre o segundo e o terceiro gols do Corínthians na vitória contra o Gama, que peguei por acaso zapeando na TV)
(Putz, saiu mais um enquanto eu revisava! Vai Timão!)
Eu nunca fui num estádio para assistir qualquer coisa diferente de shows de rock. Nunca. Nunca sonhei em ser jogador de futebol. Jamais. Era grosso. Tinha duas pernas direitas e só chutava com a esquerda. Fui obrigado a jogar futebol no colégio como alternativa à educação física e, em nove anos de campeonatos anuais, fiz apenas UM mísero gol. Contra! E eu eu era ponta esquerda!
Nunca me esgoelei na frente da televisão em final de campeonato. Nunca tive pôster com o time parecendo uma trupe prestes a ser fuzilada em minha parede. Nem emblema ou escudo (sempre achei aquela âncora de um mau gosto grotesco), nada. Eu nunca tive sequer uma camisa do corinthians!
Não sei qual a escalação do time, não tenho nenhum ídolo na história do clube, não sei nem quando vai ser o próximo jogo, muito menos contra quem. Não derramo lágrimas em vitórias ou derrotas, nunca fui comemorar na paulista, porra nenhuma. Sempre fui um péssimo corintiano.
Pronto, falei.
Só precisava desabafar mesmo.
Valeu.
(Texto escrito entre o segundo e o terceiro gols do Corínthians na vitória contra o Gama, que peguei por acaso zapeando na TV)
(Putz, saiu mais um enquanto eu revisava! Vai Timão!)
19 agosto 2008
20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Voltando aqui rapidinho apenas para convidá-los a participar da vigésima edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.Eu e os outros autores da Coleção Necrópole estaremos lá, autografando e batendo um papo com leitores e amigos, no dia 23/8 (próximo sábado) a partir das 19hs no estande da Editora Alaúde.
Conto com a presença de todos!
Grande abraço.
07 agosto 2008
Reinações de um Egonauta
Saiu hoje uma entrevista que dei para o site Cranik. Um trechinho:
Para ler na íntegra, é só clicar aqui.
Em termos de mercado editorial o cenário está um pouco melhor agora do que estava há dois ou três anos. Hoje vemos mais editoras investindo nos novos autores e procurando a nova “geração XX”, não só na literatura “convencional”, mas também na chamada “de gênero”. Mas não pense que por conta disso será uma tarefa fácil ver seu trabalho publicado. E não deve ser mesmo! Sou favorável a uma seleção rígida de trabalhos a serem transformados em livro. Tem muita gente aí querendo publicar seus textos apenas para massagear seus egos e poder declarar nas mesas de boteco que são “escritores”. Acho isso desrespeitoso para autores que se preocupam não apenas em publicar, mas em criar obras sérias, relevantes, bem escritas, originais e, acima de tudo, que contribuam para o avanço da literatura.
Para ler na íntegra, é só clicar aqui.
05 agosto 2008
[CURSO] Literatura Paulista - Tradição e modernidade: Confluências
Dou uma passadinha aqui só para divulgar este excelente curso:LITERATURA PAULISTA
TRADIÇÃO E MODERNIDADE: CONFLUÊNCIAS
TRADIÇÃO E MODERNIDADE: CONFLUÊNCIAS
PROFESSORA E ORGANIZADORA: MARIANA ESTEVAM
ESCRITOR CONVIDADO: JOÃO SILVÉRIO TREVISAN
PERÍODO: 13 /08/2008 a 29/08/2008
HORÁRIO: das 18h às 21h
Local: INSTITUTO DO LEGISLATIVO PAULISTA
INSCRIÇÕES NA INTERNET: www.al.sp.gov.br, no link do ILP
Objetivos
A proposta é fornecer elementos essenciais para o conhecimento da evolução da literatura paulista produzida desde o século XVI aos dias atuais, bem como colaborar para que cada participante, ao final do curso, possa ter uma visão de conjunto da literatura paulista; conheça a história e a cultura paulista através dos textos; leia os textos prazerosamente e tenha um contato maior com as obras; integre a literatura paulista na sua cultura pessoal; desenvolva a sua capacidade crítica.
Conteúdo Resumido
- Apresentação dos conceitos básicos de literatura, lingüística, língua e linguagem.
- Aspectos da literatura paulista e noção das particularidades da história de São Paulo.
- Interação literatura-história e os paradoxos: SP – o 1º poema e o 1° romance brasileiros.
- Panorama histórico: marcas do pensamento filosófico na literatura (século XVI aos dias atuais) - Caracterização das especificidades estilísticas dos diversos períodos do discurso literário.
- Produção literária "paulista" em dois tempos: a tradição dos séculos XVI ao XIX, com os respectivos nomes convencionais – da Literatura de Informação ao Romance Naturalista.
- As idéias fora do lugar: reflexão sobre a disparidade entre a sociedade brasileira, escravista, e as idéias do liberalismo europeu.
- Romantismo paulista: a deselegância discreta das meninas de São Paulo e a influência da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.
- Produção literária paulista no segundo tempo: dos Pré-Modernismo ao dias atuais, com os nomes convencionais e com os extraordinários.
- A vida no interior de São Paulo e a vida noturna da Capital.
- A Paulicéia Desvairada – La Divina Increnca.
- Do Brás, Bexiga e Barra Funda à Praça Roosevelt e ao Capão Pecado.
- As Marginais, os Marginalizados e os Periféricos – As raízes e o desenvolvimento: as confluências da literatura paulista.
- ILP tem sua noite de sarau – talentos entre a prata da casa e os ilustres freqüentadores do ILP
Justificativa
Em linhas gerais, cada obra literária tem sua gênese intrinsecamente relacionada a uma série de fatores circunstanciais que interferem na constituição do texto, a acontecimentos e condições materiais existentes que possibilitam a elaboração e publicação do texto.
Partindo-se desse pressuposto, para estudar a produção literária paulista, torna-se conveniente iniciar por uma panorâmica das condições sócio-culturais do Estado de São Paulo, a fim de tentar compreender o cenário que lhe confere determinada realidade.
Metodologia
Aulas expositivas seguidas de leitura e discussão de textos literários dos autores selecionados; exibição de filmes (documentários ou ficção) de curta duração, ou de fragmentos de filmes baseados em obras literárias. Sempre que possível, e para ampliar as discussões sobre literatura paulista, serão incorporados exemplos de outras artes (música, cinema, pintura, escultura, etc.).
A avaliação será realizada por meio de um trabalho escrito sobre um tema relacionado a questões discutidas em aula. Entrega: a combinar. É necessária a presença em, pelo menos, 75% das aulas.
--
Eu já participei de um curso ministrado pela querida Mariana neste mesmo espaço e recomendo.
29 julho 2008
É HOJE!!
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24 julho 2008
Mimi-ento Cultural
Ode to Joy - Ludwig van Beethoven
Habanera - Georges Bizet
Feelings - Morris Albert
Não sei vocês, mas eu estava precisando disso.
Habanera - Georges Bizet
Feelings - Morris Albert
Não sei vocês, mas eu estava precisando disso.
21 julho 2008
O adeus a Zebedeu
E há personagens que morrem por outras razões. Mas antes de falar de morte, vamos falar de nascimento.
Personagens Semi-Biográficos
Todo escritor deixa um pouco de si próprio em seus protagonistas. É assim mesmo, não se preocupe se seus amigos leitores (que são diferentes de seus leitores amigos) freqüentemente confundirem seu protagonista com você. Não há nada de errado nisso. Quando criamos um protagonista (ou mesmo um antagonista, mas isso é mais raro) usamos um reflexo borrado de nós mesmos. Mesmo que suas biografias sejam diferentes, suas reações, premissas e ideologias são bastante próximas às nossas.
Mas há casos que esta semelhança é maior do que o normalmente recomendável. Há vários exemplos de personagens que não eram apenas inspirados no autor, mas na verdade alter egos do próprio. Não é sutil. É realmente o autor com outro nome. É o caso do Henry Chinaski de Charles Bukowski, do Arturo Bandini de John Fante e até mesmo o excêntrico Kilgore Trout de Kurt Vonnegut.
E, guardadas as devidas proporções, era o caso de Zebedeu comigo.
Gênese de um mau caráter
Os personagens e autores citados aí em cima não foram exemplos coletados ao acaso. Eles foram a inspiração para a criação do meu alter ego ficcional. Zebedeu era um misto da escrotidão de Chinaski, o idealismo quase inocente de Bandini e a alucinação psicodélica de Trout. Mas é claro que esta mistura não seria o suficiente. Eram a "base superficial", mas no cerne ele seria algo como eu mesmo sem freios morais. Uma versão minha com uma biografia diferente e sem papas na língua. A alcunha "psicopata enrustido" veio de alguém que me chamou assim certa vez (não lembro quem). O nome veio de um diálogo ocorrido numa reunião, quando um estagiário foi inquirido de alguma coisa e perguntou, inocente: "Eu?", ao que o gerente delicado como uma motosserra enferrujada respondeu: "Não, o Zebedeu!". Entendeu a sagacidade? A rima? A sutileza?
Foi desse modo que, em abril de 2004, o primeiro blog nasceu: como uma válvula de escape. Protegido pelo anonimato do personagem eu podia falar o que bem entendesse sem receio de ser mal interpretado ou ofender alguém. Eu era recém casado na época e certas frustrações não cabiam muito bem num relacionamento ainda em formação.
Crescimento
Os primeiros textos eram extremamente simples e bobos. Eram apenas um espelho de minha frustração latente com tudo (carreira, literatura, casamento, etc.). Não passavam de textos raivosos e, na maioria, impublicáveis. Mas serviam bem para seu objetivo primordial: era quase uma terapia escrevê-los. Não havia pretensões artísticas. Não havia interesse em divulgação nem nada disso. Tanto que a referência a meu nome estava extremamente discreta.
Só que, em algum momento, os leitores o descobriram. As visitas e comentários começaram a crescer dia a dia. Formalizei o formato "cartas ao doutor", que colocavam cada leitor no papel deste "doutor", e comecei a me preocupar mais e mais com o estilo e com os temas. Zebedeu de uma hora para outra deixou de ser uma válvula de escape e se tornou um personagem.
Era hora de levar aquela brincadeira mais a sério.
Emancipação
Quando percebi que aquele personagem tinha potencial para algo mais que um mero diário decidi mudar tudo, começando pelo próprio endereço. Migrei para uma plataforma mais robusta (ao menos na época) e batalhei no visual. Também foi nessa época que decidi escancarar a identidade secreta de Zebedeu, o que gerou críticas mas ao mesmo tempo me ajudou bastante na transformação daquele espaço de um repositório de asneiras para uma coisa mais literária, mais experimental. Foi aí que realmente Zebedeu abriu as asas e saiu do ninho. Suas histórias ainda era quase que totalmente fictícias, refletindo não fatos mas sentimentos do autor. Brinquei com estilos, experimentei formas diferentes, tornei o blog um autêntico laboratório. E isso ajudou muito na minha formação como escritor. Ao menos muito mais que qualquer oficina de escrita criativa que eu pudesse ter feito. Há posts lá que eu considero alguns meus melhores trabalhos. E os leitores continuavam aparecendo.
Decadência
Em abril de 2007 um fato acarretou uma mudança drástica na temática do blog: meu casamento havia terminado. Eu, novamente solteiro, saí da segurança de meu castelo e voltei ao mundo das incertezas. Pela primeira vez desde sua concepção criador e criatura realmente se confundiam. Os textos deixaram de ser fictícios e começaram a refletir a realidade muito mais do que deveriam. De uma hora para a outra a piada invadiu minha vida. Eu estava me tornando o personagem que havia criado. Como ele mesmo diria: "Freud, é com você, meu filho!".
Inicialmente aquilo me divertiu um bocado. Tirando certas idiossincrasias que inseri apenas para fins humorísticos, Zebedeu era realmente um reflexo de minhas ansiedades como ser humano. Eu queria ser aquele cara. E, mesmo sem perceber, foi o que acabou acontecendo.
Mas aí a piada perdeu a graça.
E não só a graça, mas também o sentido. Não havia mais motivo para eu escrever aquele diário. Não era mais ficção, não era mais válvula de escape. Era apenas uma fotografia, um filme destinado a voyeurs. As experiências literárias desapareceram. Os estilos lingüísticos, as brincadeiras narrativas, tudo. Os textos começaram a ficar insossos, mornos, requentados. Os leitores perceberam. Eu percebi.
Só não queria assumir isso.
A Morte
Com a decadência dos textos e, principalmente, de meu tesão por escrever novas aventuras "zebedianas" a idéia de encerrar o blog surgiu em diversas oportunidades, mas eu nunca efetivamente a realizava. Faltava coragem. Era um personagem muito caro para mim. Lembro-me que no auge de seu sucesso perguntaram-me por que a freqüência dos textos era tão baixa (em média 3 por mês, quando tanto). Respondi que eu primava mais pela qualidade do que pela assiduidade. E é verdade, tanto que nos últimos meses a freqüência decaiu bastante. O problema é que junto com ela também foi a qualidade. Já não eram os textos que me davam orgulho e prazer em escrevê-los e relê-los. Eram quase uma paródia de mim mesmo. Tentei retornar à ficção mas soou vazio. Tentei fazer exercícios mas nada muito original saiu. A fonte tinha secado. A inspiração havia desaparecido. O tesão acabado.
Sendo assim decidi finalmente encerrar essa fase de minha vida. A primeira opção era simplesmente abandonar o blog. Descartei de imediato. Seria um desrespeito a meus leitores. Escrevi então um tipo de recado numa secretária eletrônica, avisando que Zebedeu estava ausente. Cheguei a publicar, mas apaguei em seguida. Aquela não era uma saída honrosa e nem digna do personagem. Foi então que decidi repetir um dos encontros icônicos dele comigo (como vocês podem reler aqui e aqui) e dar, além de um encerramento digno, também uma explicação de minha decisão. Não o matei nem o desenrusti, como muitos previam, mas simplesmente tirei dele aquilo o que o tornava único. Curei-o.
Curei-me.
Zebedeu foi um marco em minha vida, não apenas literária. Foi, por mais esquizofrênico que isso possa soar, um de meus melhores amigos nestes quatro anos juntos. Aprendi muita coisa com ele. Desabafei coisas que nunca conseguiria desabafar na realidade. Cresci como escritor e como ser humano. E agora deixo-o livre de mim de uma vez por todas. É hora de novos horizontes, novos personagens, novas tramas.
Vai nessa, Zebedeu. Missão cumprida, rapaz. E vê se não volta.
Mas, caso volte, estarei aqui para narrar suas desventuras.
18 julho 2008
Mais Wall-E
Vou aproveitar que todo mundo está embasbacado com a estréia de Batman: O Cavaleiro das Trevas e o lançamento do trailer oficial de Watchmen e falar de algo completamente diferente.
Ontem estava tentando convencer meu pai a assistir no cinema a nova animação da Pixar, WALL-E quando me lembrei de uma coisa importante. Claro, se você já assistiu ao filme ou se não assistiu mas não vive numa câmara hiperbárica enterrada em um bunker de chumbo já deve ter ouvido falar que a inspiração para o robozinho do filme é uma mistura de E.T. (aquele do Spielberg) com o Johnny nº5 de Um Robô em Curto Circuito (Short Circuit, 1986). Não discordo que fisicamente a relação é bastante óbvia, como é possível ver na montagem abaixo:

Mas e quanto ao personagem em si? É possível encontrar semelhanças nas histórias dos personagens também (a aventura extraplanetária de ET e a "personalidade" de Johnny nº5) mas acho que esta seja uma abordagem simplista. A essência do personagem da animação da Disney não está simplesmente na máquina ou na aventura espacial. Wall-E é um personagem primal, uma força simples e essencialmente PURA. Em sua realidade não há necessidade de malícia, interesses mesquinhos ou ganância. Wall-E é um robô lixeiro completamente sozinho num planeta em ruínas. A única motivação que ele possui (antes da chegada da sonda EVE, é claro) é uma curiosidade incontrolável. Apesar de ter adquirido quase que uma "alma", seus raciocínios são lógicos, racionais. Afinal de contas não nos esqueçamos que ele é um robô. E, graças a essa pureza, todos os personagens que se relacionam com ele posteriormente na história tem sua percepção da realidade mudada drasticamente, mesmo que esta nunca seja sua intenção.
Nesta abordagem, acho que o pequeno Wall-E se assemelha muito mais a um outro personagem do cinema. Não, não é o Vagabundo de Chaplin como já li em alguns lugares. Para mim a maior semelhança é com Chance Gardener, personagem retratado no filme Muito Além do Jardim (Being There, 1979) pelo genial Peter Sellers.
Pois é. É a hora de me chamar de louco. Mas vou tentar explicar: O filme conta a história de um jardineiro meio autista abrigado na mansão de um velho senhor. Quando seu benfeitor morre ele é obrigado a cair no mundo real e conviver com a crueldade, a ganância e a manipulação humana. Estranhamente, devido a sua pureza e simplicidade, suas idéias e analogias (ele sempre compara algo a um exemplo em seu perdido jardim) são consideradas extremamente visionárias. Lentamente Chance começa a mudar a vida de todos com quem ele se relaciona, seja por sua pureza ou seja apenas por instilar idéias simples para solucionar problemas complicados. O mais interessante é que ele não faz idéia do efeito que causa às pessoas. Ele simplesmente é assim porque não sabe ser de outra maneira. Ele é autêntico, uma força natural de pureza e completamente desprovido de malícia.
Compare agora com a descrição que fiz de Wall-E alguns parágrafos atrás.
Captou?
Para mim esta é a real essência que tornou ambos os personagens tão marcantes. Nas duas histórias vemos párias (um robô e um autista) mostrando a nós, humanos "normais", uma realidade que deixamos de ver desde que deixamos de lado a pureza e a inocência da infância. Esta é a mensagem, de que a humanidade tem esperança apesar de tudo (mensagem deixada bem claro na magnífica homenagem à humanidade e sua arte nos créditos finais de Wall-E). É uma mensagem poderosa, corajosa e, por que não?, diametralmente diferente da visão cínica que a ficção anda criando da humanidade nas últimas décadas. São filmes que te deixam leve, feliz, contente por ser humano.
E isso não é pouca coisa.
Vejam o trailer:
Algumas coincidências:
1) "Gardener" não é realmente seu sobrenome, ele apenas se apresenta como "Chance, the gardener" ou "Chance, o jardineiro" e as pessoas naturalmente assumem este como seu sobrenome. Já WALL-E é o acrônimo para "Waste Allocation Load Lifter - Earth Class", ou, em tradução livre, "Compactador e Empilhador de Lixo - Classe Terrestre". Ou seja, ambos os personagens tem nomes que denunciam suas ocupações.
2) "Chance" é "acaso" em inglês. "Wall" é "muro" ou "parede". Novamente nomes que tem relação direta com os personagens.
3) A trilha sonora usada no trailer é Also Sprach Zarathrustra, de Richard Strauss. Esta mesma música também está presente na trilha sonora de Wall-E. Em ambos os casos é uma referência à famosa "cena dos macacos" em 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odissey, 1968), de Stanley Kubrick.
Ontem estava tentando convencer meu pai a assistir no cinema a nova animação da Pixar, WALL-E quando me lembrei de uma coisa importante. Claro, se você já assistiu ao filme ou se não assistiu mas não vive numa câmara hiperbárica enterrada em um bunker de chumbo já deve ter ouvido falar que a inspiração para o robozinho do filme é uma mistura de E.T. (aquele do Spielberg) com o Johnny nº5 de Um Robô em Curto Circuito (Short Circuit, 1986). Não discordo que fisicamente a relação é bastante óbvia, como é possível ver na montagem abaixo:

Mas e quanto ao personagem em si? É possível encontrar semelhanças nas histórias dos personagens também (a aventura extraplanetária de ET e a "personalidade" de Johnny nº5) mas acho que esta seja uma abordagem simplista. A essência do personagem da animação da Disney não está simplesmente na máquina ou na aventura espacial. Wall-E é um personagem primal, uma força simples e essencialmente PURA. Em sua realidade não há necessidade de malícia, interesses mesquinhos ou ganância. Wall-E é um robô lixeiro completamente sozinho num planeta em ruínas. A única motivação que ele possui (antes da chegada da sonda EVE, é claro) é uma curiosidade incontrolável. Apesar de ter adquirido quase que uma "alma", seus raciocínios são lógicos, racionais. Afinal de contas não nos esqueçamos que ele é um robô. E, graças a essa pureza, todos os personagens que se relacionam com ele posteriormente na história tem sua percepção da realidade mudada drasticamente, mesmo que esta nunca seja sua intenção.
Nesta abordagem, acho que o pequeno Wall-E se assemelha muito mais a um outro personagem do cinema. Não, não é o Vagabundo de Chaplin como já li em alguns lugares. Para mim a maior semelhança é com Chance Gardener, personagem retratado no filme Muito Além do Jardim (Being There, 1979) pelo genial Peter Sellers.
Pois é. É a hora de me chamar de louco. Mas vou tentar explicar: O filme conta a história de um jardineiro meio autista abrigado na mansão de um velho senhor. Quando seu benfeitor morre ele é obrigado a cair no mundo real e conviver com a crueldade, a ganância e a manipulação humana. Estranhamente, devido a sua pureza e simplicidade, suas idéias e analogias (ele sempre compara algo a um exemplo em seu perdido jardim) são consideradas extremamente visionárias. Lentamente Chance começa a mudar a vida de todos com quem ele se relaciona, seja por sua pureza ou seja apenas por instilar idéias simples para solucionar problemas complicados. O mais interessante é que ele não faz idéia do efeito que causa às pessoas. Ele simplesmente é assim porque não sabe ser de outra maneira. Ele é autêntico, uma força natural de pureza e completamente desprovido de malícia.
Compare agora com a descrição que fiz de Wall-E alguns parágrafos atrás.
Captou?
Para mim esta é a real essência que tornou ambos os personagens tão marcantes. Nas duas histórias vemos párias (um robô e um autista) mostrando a nós, humanos "normais", uma realidade que deixamos de ver desde que deixamos de lado a pureza e a inocência da infância. Esta é a mensagem, de que a humanidade tem esperança apesar de tudo (mensagem deixada bem claro na magnífica homenagem à humanidade e sua arte nos créditos finais de Wall-E). É uma mensagem poderosa, corajosa e, por que não?, diametralmente diferente da visão cínica que a ficção anda criando da humanidade nas últimas décadas. São filmes que te deixam leve, feliz, contente por ser humano.
E isso não é pouca coisa.
Vejam o trailer:
Algumas coincidências:
1) "Gardener" não é realmente seu sobrenome, ele apenas se apresenta como "Chance, the gardener" ou "Chance, o jardineiro" e as pessoas naturalmente assumem este como seu sobrenome. Já WALL-E é o acrônimo para "Waste Allocation Load Lifter - Earth Class", ou, em tradução livre, "Compactador e Empilhador de Lixo - Classe Terrestre". Ou seja, ambos os personagens tem nomes que denunciam suas ocupações.
2) "Chance" é "acaso" em inglês. "Wall" é "muro" ou "parede". Novamente nomes que tem relação direta com os personagens.
3) A trilha sonora usada no trailer é Also Sprach Zarathrustra, de Richard Strauss. Esta mesma música também está presente na trilha sonora de Wall-E. Em ambos os casos é uma referência à famosa "cena dos macacos" em 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odissey, 1968), de Stanley Kubrick.
16 julho 2008
Novos Hobbies
E não, não estou falando do lançamento de uma nova linha de Escorts populares ou do engano da Carla Perez ("Azul!"). Estou falando daquelas atividades que fazemos apenas pelo prazer de fazê-las (!).
Há algum tempo meu principal hobby era, é claro, escrever. Era uma atividade despretensiosa, lúdica, divertida, etcétera e tal. Daí veio a vontade de não apenas escrever, mas também ser lido. O resto (ainda) é história. Hoje escrever já não é mais um hobby, mas uma atividade remunerada, que só não é minha atividade principal por conta dos rendimentos ainda insuficientes. Mas é questão de tempo.
Acontece que a evolução de minha carreira como escritor criou um problema: se escrever já não era mais um hobby, o que eu poderia fazer para preencher meus momentos de descanso? Qual atividade poderia me proporcionar o relaxamento necessário sem que eu tivesse que me preocupar com cobranças e prazos além dos auto-impostos? Claro, minha primeira opção foi o sexo, mas este é o tipo de atividade que necessita de consentimento de uma parceira (fixa ou ocasional), o que pode gerar conflitos de agenda e tabelinhas. Ainda curto a prática (ou, como uma amiga minha se refere, o "treino para se fazer bebês") mas eu precisava de alguma coisa pra fazer nos dias em que ninguém quer dar pra mim.
Daí descobri a arte do Papercraft.
Acho que todo mundo com mais de 25 anos já fez isso alguma vez na vida, nem que fosse apenas recortando a parte de trás das caixas de Sucrilhos. Eu nem sabia que isso tinha nome. É a arte de criar brinquedos ou esculturas apenas com papel, tesoura e cola (não, caro frutinha, papier-marché é outra coisa).
E tem mais: descobri também que há uma infinidade de páginas dedicadas a essa prática. É escolher o brinquedo, baixar o PDF com as peças, imprimir e se divertir. O mais completo quer encontrei é este aqui, mas é só procurar que dá pra encontrar um monte por aí.
Foi nesta página que encontrei o modelo para a construção de um dos personagens mais legais dos últimos tempos, o robozinho Wall-E. Sendo a montagem relativamente simples, baixei o PDF, imprimi e coloquei as mãos à obra. O resultado você vê abaixo:
Legal, né? Também curti. Agora fiquei viciado nessa porcaria! Já baixei e imprimi os modelos para a construção do Tumbler (ou batmóvel-tanque para os não iniciados). São OITO páginas de peças e mais uma só com transparências (para as janelas). Vai dar um trabalhão. Para fins de comparação, o Wall-E aí em cima é apenas uma página e eu levei 3 horas para finalizá-lo.
Mas sou teimoso. Quando (ou se) eu terminá-lo coloco aqui uma foto. Quem quiser tentar também os modelos estão aqui.
Mãos à obra!
Há algum tempo meu principal hobby era, é claro, escrever. Era uma atividade despretensiosa, lúdica, divertida, etcétera e tal. Daí veio a vontade de não apenas escrever, mas também ser lido. O resto (ainda) é história. Hoje escrever já não é mais um hobby, mas uma atividade remunerada, que só não é minha atividade principal por conta dos rendimentos ainda insuficientes. Mas é questão de tempo.
Acontece que a evolução de minha carreira como escritor criou um problema: se escrever já não era mais um hobby, o que eu poderia fazer para preencher meus momentos de descanso? Qual atividade poderia me proporcionar o relaxamento necessário sem que eu tivesse que me preocupar com cobranças e prazos além dos auto-impostos? Claro, minha primeira opção foi o sexo, mas este é o tipo de atividade que necessita de consentimento de uma parceira (fixa ou ocasional), o que pode gerar conflitos de agenda e tabelinhas. Ainda curto a prática (ou, como uma amiga minha se refere, o "treino para se fazer bebês") mas eu precisava de alguma coisa pra fazer nos dias em que ninguém quer dar pra mim.
Daí descobri a arte do Papercraft.
Acho que todo mundo com mais de 25 anos já fez isso alguma vez na vida, nem que fosse apenas recortando a parte de trás das caixas de Sucrilhos. Eu nem sabia que isso tinha nome. É a arte de criar brinquedos ou esculturas apenas com papel, tesoura e cola (não, caro frutinha, papier-marché é outra coisa).
E tem mais: descobri também que há uma infinidade de páginas dedicadas a essa prática. É escolher o brinquedo, baixar o PDF com as peças, imprimir e se divertir. O mais completo quer encontrei é este aqui, mas é só procurar que dá pra encontrar um monte por aí.
Foi nesta página que encontrei o modelo para a construção de um dos personagens mais legais dos últimos tempos, o robozinho Wall-E. Sendo a montagem relativamente simples, baixei o PDF, imprimi e coloquei as mãos à obra. O resultado você vê abaixo:
Legal, né? Também curti. Agora fiquei viciado nessa porcaria! Já baixei e imprimi os modelos para a construção do Tumbler (ou batmóvel-tanque para os não iniciados). São OITO páginas de peças e mais uma só com transparências (para as janelas). Vai dar um trabalhão. Para fins de comparação, o Wall-E aí em cima é apenas uma página e eu levei 3 horas para finalizá-lo.
Mas sou teimoso. Quando (ou se) eu terminá-lo coloco aqui uma foto. Quem quiser tentar também os modelos estão aqui.
Mãos à obra!
08 julho 2008
LANÇAMENTO: Necrópole - Histórias de Bruxaria

É isso aí, galera. Agora é oficial. O lançamento e noite de autógrafos do aguardadíssimo terceiro volume da Coleção Necrópole será no dia 29/07, lá no Bardo Batata. Marquem em suas agendas. Anotem na palma da mão. Deixem um lembrete na porta da geladeira. E apareçam, para bater um papo e tomar umas com a gente.
Caso você não possa comparecer no dia ou esquecer, lembre-se ao menos que o livro já pode ser adquirido nas melhores livrarias por aí, especialmente na Tarja Livros. A única desvantagem é que você não terá nenhum autógrafo.
Como sempre, estão todos convidados.
Vejos vocês por lá!
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07 julho 2008
Resumos e Referências
Para quem não foi e quer um resumo melhor que o meu da mesa redonda de literatura de terror a qual participei, foi publicado no Terra Magazine uma quase transcrição muito boa. Para ler é só clicar aqui.
E hoje descobri, totalmente sem querer, que meu livro, O Legado de Bathory, foi incluído na página da Wikipedia sobre as referências da condessa Bathory na cultura popular. Olha eu aí em baixo no destaque:

Para ver na página e coisa e tal, é só clicar aqui.
Agora vou tentar lavar meu ego pra ver se ele encolhe um pouco.
E hoje descobri, totalmente sem querer, que meu livro, O Legado de Bathory, foi incluído na página da Wikipedia sobre as referências da condessa Bathory na cultura popular. Olha eu aí em baixo no destaque:

Para ver na página e coisa e tal, é só clicar aqui.
Agora vou tentar lavar meu ego pra ver se ele encolhe um pouco.
04 julho 2008
Presto!
Eu não sei quem já assistiu e quem não assistiu a WALL-E, nova animação da Disney/Pixar. Para quem foi vai ser um repeteco, mas para quem não foi, este curta é exibido antes do filme em si. Além da animação excelente e das gags engraçadíssimas, ele já dá o tom aproximado da animação em seguida, mostrando um humor calcado em expressões e situações. Vale a pena assistir.
E está esperando o que para ir ao cinema AGORA assistir WALL-E? Não percam. É Obra de Arte com letras maiúsculas. Pra quem não faz idéia do que estou falando, segue o trailer:
E está esperando o que para ir ao cinema AGORA assistir WALL-E? Não percam. É Obra de Arte com letras maiúsculas. Pra quem não faz idéia do que estou falando, segue o trailer:
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