15 janeiro 2007

A Canção dos Bardos

Estava fuçando no YouTube atrás de video-clipes de algumas bandas e me deparei com este video que me fez lembrar de um sonho que cultivei durante muitos anos e que infelizmente nunca realizei: ver uma platéia cantando em coro uma música de minha autoria.

The Bard's Song é o nome da música. Blind Guardian é a banda.

As lágrimas são minhas.



P.S.: Quando a banda esteve no Brasil divulgando o álbum Nightfall on Middle Earth eu fui ao show e fiz parte de um coro semelhante. De arrepiar qualquer cabeludo.

P.P.S.: Antes que eu me esqueça: Chupa, Cicarelli!

Vonnegutiana até o osso!

Já disse que sou fã de Kurt Vonnegut, não disse?

Mas aposto que esta nem ele previria. Saiu no Portugal Diário uma nota que revela que Adolf Hitler (ele mesmo) além de ter sido o visionário inventor do Fusca também quase entrou para a história como o inventor da Boneca Inflável!

Diz a nota que o ditador nazista idealizou o aparato insuflável pensando numa maneira de relaxar suas tropas sem correr o risco de contaminação por doenças ou miscigenação.

Tá. Legal.

Mas o que catzu isso tem a ver com Vonnegut?

A relação vem justamente pelo fato de Adolf Hitler não ter sido o criador de fato da boneca inflável. E só não o foi pois a fábrica planejada para a produção de tais aparatos seria sediada na cidade de Dresden, que havia sido completamente destruída em um bombardeio aliado.

Para quem não leu o livro, o bombardeio de Dresden é o marco central da obra-prima de Vonnegut, Matadouro 5, um dos mais sangrentos e cruéis da Segunda Guerra (a cidade era apenas utilizada com fins hospitalares para prisioneiros de guerra feridos. Aproximadamente 25.000 pessoas morreram no ataque.).

É de se pensar que rumos a guerra tomaria caso o tal ataque não ocorresse: perderíamos uma obra-prima e ganharíamos um apetrecho erótico algumas décadas antes da revolução sexual.

Como diria o próprio Vonnegut:

Maldito IE7!


Acabo de perder uma hora e meia de minha vida.

Escrevi um pôste interessantíssimo (tá, nem tanto) sobre anglicismos na mídia e, na hora de enviar, o MALDITO IE7 simplesmente deu pau e perdi tudo.

Valeu, Bill Gates! A caravana passa e o Firefox ladra.

Não, não vou escrever tudo de novo! Nem peçam!

Fuck.

11 janeiro 2007

Criatividades Parlamentares

No dia 19 de novembro último publiquei uma crônica no Blônicas que ironizava a instituição do Dia da Consciência Negra (leia antes de julgar), dando sugestões aos recém eleitos deputados para a instituição de outros "feriados conscientes". O texto foi bem recebido por quem entendeu a crítica, acendendo um debate interessante nos comentários.

Mas chega hoje em minhas mãos uma matéria enviada pelo meu amigo Denis Lodi que saiu no G1, hospedado pelo portal Globo, com uma lista de projetos de lei absurdos da legislatura anterior que apenas serviu para demonstrar que ainda tenho muito o que aprender com nossos representantes eleitos de forma tão democrática.

O teor é tragicômico. Claro, não há novidade na criação de projetos estapafúrdios. Certa vez vi um projeto que tentava instituir uma carteira de habilitação especial para cegos (!). Há projetos que beiram uma cretinice patológica ("Dia do Sono", "Dia da Verdade", "Dia do Macarrão"). Não dá pra deixar de citar também a clara tendência neoliberal deturpada de alguns legisladores eleitos, como no projeto do deputado televisivo Celso Russomano (PP-SP) que propõe substituir o termo estupro por "assalto sexual". Como se a mudança de seis para meia dúzia fosse de alguma forma aliviar o sofrimento das vítimas. Vai ser demagogo assim lá no inferno!

Mas há os que demonstram uma perigosa tendência retrógrada e permeada com um renitente ranço ditatorial, tais como o projeto que "proíbe o beijo lascivo entre indivíduos do mesmo sexo" e o que proibe a "mudança de prenome em casos de transexualismo", ambos cometidos pelo deputado Elimar Damasceno (Prona-SP). Há também um que obriga que as escolas hasteiem a Bandeira e cantem o Hino Nacional antes de cada aula, graças à nostalgia iconoclástica do deputado Carlos Nader (PL–RJ). Só falta agora propor reinstituir as finadas aulas de Educação Moral e Cívica. Melhor nem dar a idéia.

Outro ainda pior é o que tenta jogar pela janela o laicismo do estado ao obrigar que estudantes do ensino fundamental leiam a bíblia durante as aulas. O pai desta pérola da intolerância religiosa é o deputado Maurício Rabelo (PL-TO).

Há algo de assustador nesses projetos. Uma ameaça velada, como que nos avisando que é só vacilar um instante e os ratos tomarão conta do navio. Felizmente a racionalidade ainda persevera, visto que os projetos listados aí em cima foram todas arquivados. Mas até quando? Nas últimas eleições testemunhamos a invasão de deputados e vereadores da chamada "bancada evangélica", pessoas que, sinceramente, não tem escrúpulos em distorcer a lógica comum em benefício próprio. Até quando idéias esdrúxulas e desrespeitosas como essas serão arquivadas ou tratadas como piada? Até quando o racionalismo será maioria?

Não vou dar aqui aquele batido sermão cívico de valorizar o voto nas eleições, mas não custa nada pensar direito na hora de apertar os botões e confirmar, não é?

10 janeiro 2007

A quem interessar fossa...

... estarei hoje no Villa Amadeu (R. 13 de maio, 1.802) à partir das 18:30hs junto com o Richard Diegues, o Nelson Botter e mais quem estiver a fim de aparecer batendo um papo sobre literatura, cultura e outras abobrinhas em geral, tudo regado com muita cerveja e jurupinga.

Fica aí o convite.

O Gato de Saddam Hussein

09 janeiro 2007

Zebedeu e Cicarelli

Tá, tá, eu afirmei que não ia comentar sobre este assunto.

E, tecnicamente, eu não comentei.

Ah, deixa pra lá. Apenas leiam que é melhor.

http://psicopataenrustido.blogspot.com

08 janeiro 2007

Descaminhos Zebedianos 3

Mais palavras que colocadas em frases de busca que acabaram levando para o blogue do Psicopata Enrustido. Mas desta vez, só para variar, não vou colocar todas, só as mais engraçadas. E premiá-las em categorias próprias.

ATENÇÃO: o conteúdo pode ser considerado ofensivo para alguns!

Prêmio "Redundância": bizarro mulheres cagando

Prêmio "Pigméias Safadas": foto mulherzinhas nuas

Prêmio "Não sei mais onde procurar consolo": ele da presentes depois joga na cara

Prêmio "O Ivo viu a Vulva": sexo de mole de mone e mole

Prêmio "Punheteiro Pobre": disk sexo que nao vem na conta gratuito

Prêmio "Já tomei tantas que estou me desculpando até com o Google": ignorem minha cara de bebado

Prêmio "Quem não cola não sai da escola": lançamento oblíquo resolvido

Prêmio "Gorbachev Interior": mancha no cerebro

Prêmio "Não quero saber de velharia!": xerecas nova

Prêmio "Me engana que eu gozo!": falso coito

Prêmio "Não sei buscar por 'tarot' no Google": formas de jogos como coloco as cartas na mesa arcanos

Daniela Cicarelli, video na praia e fechamento do YouTube


Podem esquecer.

Não vou perder nem uma linha de meu latim a este respeito. Tenha dó.

Este pôste é apenas para que meu blogue apareça nos resultados das buscas no Google.

Sacumé, aproveitar o ráipe não é crime.

Ainda.

(Aproveite que está aqui e leia, por exemplo, a resenha do livro Café-da-Manhã dos Campeões, de Kurt Vonnegut no pôste logo abaixo. E vê se pára de procurar bobagem por aí...)

Café-da-manhã dos Campeões - Kurt Vonnegut

O melhor momento de se encontrar determinada obra depende muito do leitor. É por esta razão que talvez só agora eu esteja realmente me abrindo a alguns autores que antes nem tinha ouvido falar. Eis que, quando Sérgio Rodrigues, do Todoprosa escreveu uma chamada sobre um livro de Kurt Vonnegut, eu fiquei com uma pulga. A chamada terminava com o instigante parágrafo:

"Autor de pelo menos uma obra-prima incontornável da ficção americana no século XX, Matadouro 5 (hoje mais fácil de encontrar por aqui numa edição de bolso da L&PM), Vonnegut sempre ajuda a arejar o ambiente".

Lembrei-me do título do livro numa de minhas fuçadas na, acreditem, seção de livros do Carrefour do lado de casa. Lá tinha uma daquelas estantes giratórias da L&PM cheia de livros de bolso (que eu chamo de curingas de bolso, pois sempre ajudavam a tapar um buraco entre um livro e outro com um clássico barato, em termos monetários, bem entendido). Fui até o mercado e comprei o tal livro. E imediatamente me apaixonei pela prosa insana de Vonnegut.

Matadouro 5 é um livro ímpar em vários sentidos, mas outro dia publico uma resenha dele com a calma que a obra merece. Esta aqui vai para o segundo livro que li do autor, Café da Manhã dos Campeões (2006, LP&M). Nele Vonnegut destrincha, com sua narrativa alinear e carregada de metalinguagem, grande parte da sociedade americana. O livro é narrado como um pequeno documentário a ser apresentado, talvez, a alienígenas interessados na população de bípedes supostamente racionais que habitam a terceira rocha a partir do Sol. Deste modo o texto é carregado de didatismo, cheio de descrições óbvias e impregnadas de sarcasmo, entremeadas com desenhos toscos do próprio autor que servem para ilustrar pontos que não necessitariam de descrições longas e maçantes. O autor toma como exemplo da vida na Terra duas pessoas: o escritor de ficção científica Kilgore Trout e o vendedor de carros Dwayne Hoover. Este último, descobrimos logo no começo da história, irá enlouquecer e ter uma crise violenta na fictícia cidade de Midland (que, num trocadilho bem óbvio, fica fincada no meio dos EUA). Tomando isso como ponto de partida, Vonnegut vai e vêm no tempo e no espaço, numa história onde ele mesmo é um personagem, o Criador não do Universo, mas daquele universo. E o criador sabe que tudo o que está se passando é apenas uma ficção originada de sua cabeça. Alguém aí disse Charlie Kaufmann ou Adaptação? Esqueçam. O livro de Vonnegut foi lançado em 1973.

A trama é desvelada aos poucos, inicialmente pelo final, depois numa desordem deliciosa. Vamos desvendando cada trecho, cada idéia em meio a digressões filosóficas carregadas de ironia e sarcasmo, tão típicas da sátira que Vonnegut se especializou em criar. Os melhores momentos são quando ele mesmo interfere nas descrições e joga pesado com a sociedade americana, como no trecho abaixo (tradução de Cássia Zanon):

"Conforme meu quinqüagésimo aniversário se aproximava, tornava-me mais e mais enfurecido e assombrado pelas decisões estúpidas tomadas pelos meus compatriotas. E então, de repente, comecei a sentir pena deles, porque compreendi como para eles era inocente e natural se comportar de modo tão abominável e com resultados tão abomináveis: estavam fazendo o melhor possível para viverem pessoas inventadas em livros de histórias. Este era o motivo pelo qual os americanos matavam uns aos outros a tiro com tanta freqüência: era um truque literário conveniente para terminar contos e livros. Por que tantos americanos eram tratados por seus governos como se suas vidas fossem descartáveis como lenços de papel? (...) Porque era assim que os autores costumavam tratar os personagens menores em suas histórias inventadas".

Logo a seguir o autor/criador descreve a decisão que tomou a partir da conclusão acima:

"Eu escreveria sobre a vida. Cada pessoa seria exatamente tão importante quanto qualquer outra. Todos os fatos também receberiam o mesmo peso. Nada seria deixado de fora Deixaria os outros trazerem ordem ao caos. Eu, em vez disso, traria caos à ordem, o que acho que acabei fazendo.

Se todos os escritores fizessem isso, talvez os cidadãos fora dos ofícios literários compreendessem que não há ordem no mundo ao nosso redor, que, em vez disso, devemos nos adaptar às exigências do caos".

E é exatamente o que ele faz. Não há ordem alguma em seu caos narrativo, não há resolução ou mesmo uma lição a ser tirada na trama como um todo, mas sim pulverizadas aqui e ali para que leitores atentos as descubram. No final das contas o tal acontecimento antevisto não é nem um pouco importante. Nem mesmo o título da obra é realmente importante, sendo sua referência apenas mais uma casualidade narrada de maneira quase acidental. Mas a soma de fatos desimportantes é o que torna todo o livro essencial. É nesta contradição que se encontra o grande charme da história.

Café-da-manhã dos Campeões não é melhor que o indefectível Matadouro 5, mas é um exercício de leitura interessantíssimo, daqueles que você pode amar ou odiar, mas nunca ficar sem opinião. Até porque sua opinião, de acordo com a ideologia do autor/criado, É importante.

P.S. 1: A imagem abaixo veio no Google quando procurei por imagens da capa através do título do livro. Pode não ter nada a ver, mas vale o registro pela coincidência divertida.
P.S.2: O pôste do Psicopata Enrustido, Desjejum dos Perdedores foi obviamente uma homenagem ao livro e a um de seus personagens.

P.S.3: Ainda está muito caro.

Só para constar...

... conseguimos encontrar um lar adotivo para o Magrão (não sabe do que estou falando? Role a página três pôstes abaixo). Deu um trabalhão, teve muita frustração e chateação, mas também teve muito apoio e ajuda dos amigos na resolução deste problema. A vocês, um grande abraço!

Vai lá, Magrão (ou qualquer outro nome que você venha a receber de sua nova dona)! E não se esqueça dos amigos quando ficar rico!

Bola pra frente.

05 janeiro 2007

Desprendimento

Viram a notícia do cara que salvou outro da morte no metrô de Nova Iorque?

Isso para mim é que é ser macho, ter culhão. Se jogar na frente de um trem em movimento, ser obrigado a torcer para que o vão entre o trem e os trilhos fosse suficiente para caber dois homens adultos empilhados, e tudo isso bem na frente de suas duas filhas!

Todo mundo pensa, ao menos uma vez na vida, se seria capaz de tamanha façanha. Wesley Autrey já tem a resposta para isso.

Puta merda...

04 janeiro 2007

Popularização? Eu quero é qualidade!

Vejam a citação do dia hoje no site Quotes of the Day:
"We've heard that a million monkeys at a million keyboards could produce the complete works of Shakespeare; now, thanks to the Internet, we know that is not true."
- Robert Wilensky
Tradução: "Nos disseram que um milhão de macacos com um milhão de teclados poderiam produzir a obra completa de Shakespeare; agora, graças à Internet, sabemos que isto não é verdade."

Não sei quem é Robert Wilensky, mas este raciocínio divertido me remeteu à uma de minhas teorias menos simpáticas: de que a popularização da internet não é assim uma coisa tão boa quanto alardeiam. Claro, temos agora uma ferramenta que permite que qualquer um possa se expressar livremente, seja ele um multimilionário em sua mansão de concreto e vidro ou apenas um pé-rapado em um cybercafé. Isso abre um milhão de possibilidades, de novidades, de portas antes apenas imaginadas.

E onde chegamos com toda esta liberdade recém-adquirida?

É triste constatar, mas vemos que graças a esta popularização da liberdade de expressão chegamos apenas a uma explosão de idiotas que de repente descobriram que tem voz ativa e que, armados da famigerada Síndrome do Copy+Paste e de uma flagrante deficiência ética, saem despejando todo tipo de absurdo inenarrável pela rede. Nenhuma informação captada a esmo tem credibilidade nem embasamento. A internet se transformou numa imensa brincadeira de Telefone-sem-fio globalizada.

Não, não vou encarnar o Zebedeu e sair por aí reclamando de comentários e das críticas. Não confundam o criador (com 'c' minúsculo) com a criatura (com ego maiúsculo). Para falar a verdade gosto dos comentários, aprecio receber críticas em tempo real, gosto da interatividade proporcionada por esta nova mídia. Mas confesso que esta interação não interfere tanto assim na minha produção criativa quanto pode se imaginar, que não faz tanta diferença no que vou escrever ou não a seguir. Escrevo para ser lido, é claro, mas isso não vem ao caso, então voltemos ao assunto em questão.

Ontem li no blogue Contraditorium uma porrada de textos referentes a temática de blogues, estratégias para se tornar, em sua definição, um ProBlogger (ou um blogueiro profissional), suas defesas a respeito desta mídia em específico e aquilo me deixou com a pulga. Há muita coisa que concordo, muitas que discordo, mas em momento algum parei e pensei em deixar um comentário. Não sei por que, acho que apenas por conta de um ranço jurássico de ser meramente o receptor da mensagem, não o interlocutor. Sou fascinado por leitura, mas nunca precisei pensar em questões a serem ditas aos autores do que eu leio. Normalmente estas questões são respondidas por mim mesmo numa análise do tema abordado pelo texto. Acho que está aí a função do leitor, e conseqüentemente do texto feito pelo autor: incitar questões que serão respondidas através do raciocínio próprio. O resto é bajulação.

O que acontece é que com a popularização da produção "literária" por conta dos blogues vemos que a máxima de Nelson Rodrigues (de que 90% da população só produz cretinices) era incrivelmente otimista. Eu chutaria quase 99% sem medo de errar. É muita bobagem, muita coisa (mal) escrita, (mal) copiada, (mal) colada e etecétera e tal. É como nadar em uma lagoa cheia de lodo atrás de uma pepita ínfima. Sabemos que ela está lá, mas como é difícil de procurar, meu deus! Sem contar a imensidade de pirita no meio para enganar!

A resposta a esta questão (que foi respondida com muita classe numa entrevista recente do Marcelino Freire) é simples: apenas escreva quando tiver algo relevante a dizer! Não escreva para aparecer, para se promover, para comer mais mulher! Aqui eu coloco um mea culpa, pois diversas vezes caí nesta armadilha. Há quem diga que com a popularização nós aumentamos a chance de encontrar a tal pepita no mar de lodo, mas eu discordo. Estatística não é prova de porra nenhuma! Se ao invés de darmos ferramentas para que qualquer imbecil saia por aí despejando asneiras a torto e a direito nós parássemos para pensar a respeito do que escrevemos com calma, aí sim aumentaríamos a chance de encontrar algo que preste nesta rede de computadores interligados. E com certeza também aumentaríamos o número de desistentes do sonho de serem os próximos Filósofos-Escritores-Celebridades do Século ou qualquer objetivo besta que estas pessoas perseguem.

Carência de atenção também tem limite, gente. Vamos pegar mais leve. Nosso cérebro agradece.

03 janeiro 2007

Incêndios e Cachorros

Acabo de voltar do exercício de evacuação de incêndio mais moderno de minha carreira. E olha que eu já paguei um mico de brigadista em outro emprego, mas nunca tinha visto uma simulação tão real. A luz piscou duas vezes. De repente o andar foi tomado por um cheiro de queimado. Estranhamos, pois o alarme de incêncio não havia disparado. Pessoas com olhos arregalados então apareceram e incitaram todos a fugir. Deu tempo só de tirar o pendrive do micro e ir em direção às escadas. No caminho encontramos uma "vítima" sendo atendida. Aí a farsa se revelou. Uma menina tirava fotos do atendimento. Então ou era alguém incrivelmente frio e sádico, ou era um exercício. Enganou a mim e a três quartos da empresa. Uma pena. Eu estava tão feliz de ver uma de minhas resoluções malignas de ano novo se realizando... Fica pro ano que vem.

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Aproveito o pôste para solicitar um pouco da boa vontade dos meus poucos (mas fiéis) leitores. Há três semanas eu e alguns vizinhos recolhemos um cachorro que encontramos na porta de meu condomínio. Ele estava muito maltratado e debilitado, desidratado e desnutrido. Estava tão apático que não conseguia nem ao menos se levantar. Levamos ele para um veterinário, que o tratou, lavou, vermifugou e verificou que não tinha nenhuma doença além da fraqueza. Nem mesmo pulgas e carrapatos ele tinha. Também disse que o cachorro deve ter entre 2 e 3 anos, e que com certeza não era um cachorro de rua, e que provavelmente foi abandonado por alguém, pois não sabia se virar sozinho.

Levamos ele para minha casa para que recuperasse as forças, coisa que já aconteceu. Hoje ele está alegre e saudável, apesar de ainda estar muito magro (que já lhe rendeu o apelido de Magrão). O problema é que ele tem um porte médio, grande demais para o meu minúsculo apartamento, que já tem um cachorro e uma gata dividindo o pouco espaço disponível. Ele é bastante amigável e dócil, convivendo com os outros bichos sem problema algum, mas mesmo assim não tem como eu mantê-lo por muito mais tempo.

Quem estiver interessado em ajudar, seja dando ao cachorro um lar, mesmo que provisório, ou indicando alguém que possa ajudar eu agradeceria imensamente. Já o cadastramos em sites de adoção de animais abandonados e em ONGs de proteção, mas nunca é demais divulgar. Podem entrar em contato comigo pelo emeio alexandre.heredia@gmail.com. Abaixo segue uma foto dele:


02 janeiro 2007

Jabs de ano novo

Poisé, poisé, 2007 chegou e eu ainda estou por aqui.

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A festa de reveillón foi boa, obrigado por perguntar. Bem melhor do que eu imaginava, mas como minhas expectativas eram pra lá de baixas, isso não é nenhum lucro.

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Não quero falar mais nada a este respeito.

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Aliás, vocês leram o texto do Xico Sá, no Ponte Aérea/SP?

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Vale a visita. Mas leia o meu texto até o final antes de debandar pra lá.

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Só por consideração, pô!

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2007, pelo que me disseram, será um ano ímpar.

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Mas só porque depois de um par sempre vem um ímpar.

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Aliás, de 2006 tenho muito o que comemorar.

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Foram dois livros lançados, um deles na Bienal de SP e outro na Casa das Rosas.

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Era para ser três, mas isso será resolvido este ano, que aliás já tem mais dois indo pro prelo.

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Não tenho resoluções, pois nunca as cumpro e então desisti de tentar resolver o insolúvel.

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Aliás, sobre o reveillón tem crônica nova no Psicopata Enrustido.

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Está mais pirada que o normal. Mas caso interesse dentro de alguns dias vou colocar algo aqui que ajudará um pouco a elucidar o mistério.

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Não, eu não sei que catzu aqueles babacas estão fazendo naquela porra de ilha.

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O projeto que me sugou a alma acabou, finalmente. Teve até comemoração fatigada. Agora é hora de recolher os espólios. Entre mortos e feridos não sobreviveu ninguém.

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Só eu, pra variar, mas apenas para apagar a luz.

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Aliás, deixa eu voltar para o trabalho, pois o ano mudou mas minha situação hierárquica não.

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Ainda não.